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    Boa Vista diz que evitou R$ 6,8 bi em prejuízo ao bloquear 13 milhões de fraudes

    Serviço antifraude da empresa de proteção ao crédito identificou 4,5 vezes mais tentativas de compras "fakes" no e-commerce

    Estudo revelou que 78% das tentativas de fraudes analisadas e evitadas pelo serviço ocorreram nos dias úteis da semana
    Estudo revelou que 78% das tentativas de fraudes analisadas e evitadas pelo serviço ocorreram nos dias úteis da semana Pickawood/Unsplash

    Pedro Zanattado CNN Brasil Business

    em São Paulo

    Cerca de R$ 6,8 bilhões em prejuízos foram evitados em compras online e pagamentos digitais entre janeiro e agosto de 2022, segundo o Censo da Fraude, da Konduto, vertical de antifraudes da Boa Vista, divulgado nesta quarta-feira (19). O número representa quase 13 milhões de tentativas de fraudes no comércio eletrônico brasileiro no período.

    De acordo com a pesquisa, o número de pedidos de compras analisados foi 71% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Já o número de tentativas de compras “fakes”, fraudulentas, barradas foi, proporcionalmente, 4,5 vezes maior que o registrado nos primeiro oito meses de 2021.

    Fevereiro também registrou o maior volume financeiro acumulado nas tentativas de fraudes evitadas, representando 25,09% do total de prejuízos evitados no primeiro quadrimestre de 2022.

    Além disso, o levantamento mostra que fevereiro se destaca como o mês com maior volume de tentativas de compras “fakes”, embora seja um mês mais curto, com apenas 28 dias.

    Com menor número de vendas e maior volume de tentativas de fraude, o segundo mês do ano também apresentou a maior participação das compras “fakes” sobre o total de pedidos analisados. Naquele período, 6,2% de requisições de compra online eram, na verdade, tentativas de fraude, contra 5,3% na média dos meses do quadrimestre.

    Para o Censo, considera-se fraudulenta – ou fake –  uma tentativa de compra usando dados de terceiros.

    Atenção aos dias úteis

    O estudo revelou que 78% das tentativas de fraudes analisadas e evitadas pelo serviço ocorreram nos dias úteis da semana. Já entre o sábado e domingo (que presentam 28,6% do total de dias da semana), apenas 22% das tentativas foram registradas.

    “Para o fraudador é interessante que sua ação passe despercebida pelos sistemas de segurança. Realizar uma compra durante os dias úteis, quando o movimento é maior, é uma forma de tentar se camuflar. Quanto mais parecido o comportamento do fraudador for com o do cliente comum, mais difícil fica a identificação da fraude”, explica Tom Canabarro, diretor de antifraude da Boa Vista.

    A faixa de horário entre 18h e 23h é responsável por 34,84% das compras analisadas e 32,64% das tentativas de fraude bloqueadas. O estudo aponta que o período das 12h às 17h registrou a maior participação no total de fraudes evitadas (38,08%) e foi o campeão em volume de compras (35,3%).

    Por fim, a Konduto evitou o maior volume financeiro de prejuízos com o bloqueio de compras “fakes” na faixa das 12h às 17h, com 44% do total. Neste intervalo de tempo ocorreram 38% do número de tentativas de fraude.

    De acordo com os resultados, os consumidores devem ficar atentos com datas comemorativas, uma vez que, nos cinco dias que antecederam o Dia dos Pais em 2022, por exemplo, a plataforma evitou R$ 1,5 bilhão em fraudes, valor 85% maior do que no mesmo período do ano passado.

    Rio de Janeiro

    No recorte por regiões, nos primeiros oito meses do ano, São Paulo e Minas Gerais tiveram uma participação menor no total de tentativas de fraudes no período (29,2% e 11,12%, respectivamente) do que no total de pedidos de compra online (32,5% e 15%).

    Já o Rio de Janeiro participa muito mais do total de tentativas de compra “fakes” (21,5%) do que em pedidos (10,1%), o que faz do estado, em termos proporcionais, o campeão em tentativas de fraude. Enquanto Minas Gerais registrou 11%.

    Bahia e Ceará, que cresceram no número de vendas, registram 5,3% e 2,9%, respectivamente, das tentativas de fraude, seguidos por Paraná (6,2%) e Rio Grande do Sul (5,8%).

    Principais alvos

    O estudo mostra que os dispositivos móveis são os principais alvos dos fraudadores. Durante o período analisado, 73% das tentativas de fraudes analisadas foram originadas nas transações realizadas em dispositivos móveis – 50,0% delas por meio do Chrome Mobile e 19,31% via Mobile Safari. Da mesma forma, o volume de compras via mobile em relação ao total chegou a 69,9% das transações.

    Quando se trata do volume financeiro envolvido nas tentativas de compras “fakes”, ainda há uma participação significativa dos PCs e notebooks (32%), embora os fraudadores móveis também dominem (68%).

    O que pode indicar a tentativa de compra fraudulenta de bens e serviços com valores maiores é mais difícil (ou menos fácil) de ser tentada pelo celular.