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    Brasil abre 218 mil vagas de emprego com carteira assinada em julho

    Estoque de empregos formais alcançou 42,2 milhões, maior para o mês da série histórica com ajustes iniciada em 2010

    No acumulado de 2022, o saldo de vagas formais chega a 1.560.896
    No acumulado de 2022, o saldo de vagas formais chega a 1.560.896 REUTERS/Amanda Perobelli

    Ligia Tuondo CNN Brasil Business

    São Paulo

    O Brasil abriu 218.902 vagas formais de trabalho em julho, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Previdência.

    O número é resultado 1.886.537 admissões e de 1.667.635 desligamentos. No mês anterior, o país havia registrado abertura 277.944 vagas formais de trabalho.

    No acumulado de 2022 até julho, o saldo de vagas formais chega a 1.560.896, decorrente de 13.554.553 admissões e de 11.993.657 desligamentos. Já nos últimos 12 meses (de agosto de 2021 a julho de 2022), o saldo positivo é de 2.549.939 vagas geradas.

    Com o resultado, o estoque de empregos formais alcançou 42,2 milhões, o maior para o mês da série histórica com ajustes iniciada em 2010.

    Todos os setores têm saldo positivo

    Todos os cinco grupamentos de atividades econômicas pesquisadas registraram saldos positivos em julho, com destaque para Serviços, com saldo positivo de 81.873 postos de trabalho formais, seguido da Indústria (50.503) e Comércio (38.574).

    No ano, o destaque foi o setor da construção civil, com um crescimento de 9,38% no estoque de empregos formais. Por essa comparação, o setor de serviços gerou 874.203 vagas, seguido pela indústria (266.824).

    Renda média tem 2ª alta seguida

    O salário médio real de admissão registrou sua segunda alta mensal seguida em julho, com avanço de 0,8%, para R$ 1.926,54. O valor representa um acréscimo real de R$ 15,31.

    O maior crescimento foi do setor do comércio, com alta de 1,95%, para R$ 1.685,67.

    A segunda alta seguida é explicada pela equipe econômica, principalmente, pela recente queda na inflação e no desemprego e pelo crescimento na participação da indústria. “É o segundo mês consecutivo que a indústria cresce. Esses três fatores contribuem para que o salário real das admissões cresça”, disse o Ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, em coletiva após a divulgação dos resultados.

    Estados e regiões

    Todas as 27 Unidades da Federação tiveram taxas positivas de geração de vagas formais, com destaque para São Paulo, que registrou alta de 67.009 novos postos de trabalho (+0,51%); Minas Gerais com 19.060 novos postos (+0,43%) e Paraná, com 16.090 novos postos (+0,55%).

    O Norte teve o maior crescimento relativo entre as cinco regiões brasileiras, com crescimento de 0,8% da força de trabalho.