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    ‘Brasil é grande demais para ficar preso em gaiola’, diz Guedes sobre Mercosul

    Ministro voltou a criticar as regras do Mercosul que impedem que os membros do bloco façam acordos comerciais bilaterais com outros países

    Paulo Guedes (imagem de arquivo: 08/12/2020)
    Paulo Guedes (imagem de arquivo: 08/12/2020) Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

    Anna Russi,

    do CNN Brasil Business, em Brasília

    Em meio a esforços para abertura comercial da economia brasileira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a criticar as regras do Mercosul que impedem que os membros do bloco façam acordos comerciais bilaterais com outros países. Além disso, ele também defendeu o corte de 10% na Tarifa Externa Comum (TEC) praticada no grupo como forma de facilitar futuros acordos comerciais. 

    “O Brasil é grande demais para ficar preso em uma gaiolinha. Ou modernizamos isso aí, ou o Brasil vai quebrar a gaiola. […] A hora para nós é agora. Vamos fazer um movimento moderado, mas decisivo: 10% em todas as tarifas. Essa foi nossa proposta”, disse em participação virtual na Comissão das Relações Exteriores do Senado nesta quinta-feira (19). 

    Na avaliação do ministro, a redução imediata da TEC terá papel importante para “dar uma ajuda e travar a alta de inflação que está vindo”.

    O principal opositor à ideia de redução da TEC é a Argentina. O país chegou a propor uma redução de 10% limitada a 75% da pauta comercial. No entanto, o Brasil avaliou que a medida não é suficiente. 

    Guedes defende que a abertura econômica é fundamental para a redução da miséria no país. Apesar de ter definido o Mercosul como um “sucesso” para a inserção da economia brasileira na economia global, o ministro afirmou que o bloco não está mais correspondendo as expectativas que foram lançadas. 

    “Depois de um início forte, com integração regional, o Mercosul foi perdendo a importância ao longo do tempo. […] O Brasil é a maior força do Mercosul. Não é o Brasil que tem que estar dentro do Mercosul, mas o Mercosul que está onde o Brasil está. O Brasil não pode ser prisioneiro de negociações ideológicas que atrasam o progresso brasileiro”, reforçou.