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    Brasil é o 7º país que mais atraiu investimento estrangeiro em 2021, diz Unctad

    Levantamento mostra que o país passou de US$ 28 bilhões em 2020 para US$ 58 bilhões no ano seguinte, obtendo crescimento de 133%

    Priscila YazbekFabrício Juliãodo CNN Brasil Business

    em São Paulo

    O Brasil recuperou uma posição e subiu para o 7º lugar no ranking dos países que mais atraíram investimento estrangeiro em 2021, segundo levantamento da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).

    O investimento estrangeiro no Brasil passou de US$ 28 bilhões em 2020 para US$ 58 bilhões no ano seguinte, o que representa um crescimento de 133%.

    “Esse é mais um número que mostra que o mundo estava muito líquido no ano passado, por causa das injeções de estimulos de governos que foi sem precedentes”, afirmou Priscila Yazbek, analista de economia do CNN Brasil Business.

    Os Estados Unidos lideram o ranking, e são seguidos por China, Hong Kong, Cingapura, Reino Unido e Canadá.

    “Ainda assim, mesmo com o aumento, ainda temos um fluxo menor em 2021 do que em 2019, antes da pandemia, quando o investimento estrangeiro foi de US$ 65,8 bilhões”, disse a analista da CNN.

    “Isso reflete um movimento que aconteceu não somente aqui, mas em outros países emergentes, nos quais o fluxo de investimento estrangeiro subiu menos”, acrescentou

    Investimentos estrangeiros no Brasil em 2021 / Unctad
    Arte / CNN Brasil

    No mundo, o fluxo de investimento estrangeiro direto subiu 77% em 2021, para US$ 1 trilhão e 650 bilhões. No entanto, nas economias desenvolvidas o número foi ainda maior, com aumento de 199%. Já as menos desenvolvidas apresentaram crescimento de 33%.

    “Os investimentos estrangeiros superaram o nível pré-pandemia nos países desenvolvidos, mas não se recuperaram tanto nos emergentes. Isso mostra que os investimentos voltaram no ano passado principalmente nos países mais seguros”, analisou Yazbek.

    A Unctad afirma que as perspectivas para o ano de 2022 são positivas, mas que a recuperação não deve ser tão vigorosa como em 2021, porque a base de comparação é diferente.

    Segundo eles, a base de comparação do ano passado era muito fraca, pois era referente a 2020, o auge da pandemia.