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    Brasil não está tão distante dos padrões da OCDE, avalia ex-diretor da OMC

    À CNN Rádio, Victor do Prado afirmou que o país precisa mostrar que está perseguindo metas para aderir à Organização

    Ex-diretor da OMC acredita que o Brasil tem condições de entrar na OCDE
    Ex-diretor da OMC acredita que o Brasil tem condições de entrar na OCDE Alan Santos/PR

    Amanda Garcia

     

    “O Brasil não está tão distante dos padrões da OCDE em vários aspectos”, segundo o sênior fellow do Centro Brasileiro de Relações Internacionais e ex-diretor da OMC, Victor do Prado, em entrevista à CNN Rádio.

    A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico avaliará as práticas e políticas do Brasil em temas que vão desde confiança nas instituições a desmatamento nas negociações a partir de agora para a entrada do país na organização.

    Os ministros da Economia, Paulo Guedes e da Casa Civil, Ciro Nogueira, estarão na OCDE nesta quinta-feira (9) durante a aprovação do roadmap, espécie de “mapa da mina”, que traz os aspectos a serem seguidos.

    De acordo com Victor do Prado, ele não é uma “carta de exigências, mas, sim, uma carta de condições para a negociação de entrada na OCDE.”

    O ex-diretor da OMC disse que, na experiência dele, olhando o que os outros países já fizeram, “não é tão difícil” ver que o Brasil tem total condição de cumprir as condições.

    “Não são regras normativas, que todos os países devem se preocupar da mesma maneira, há nações como México, Coreia e Portugal que já são membros, mas têm políticas diferentes”, exemplificou.

    Em comum, esses países “têm vontade e similaridade de pontos de vista, quanto à necessidade de respeitar a legislação, mundo mais aberto economicamente, proteção do meio-ambiente, postura contra aquecimento global.”

    “São compromissos que o Brasil já assumiu; agora, a questão é mostrar que efetivamente estamos perseguindo essas metas”, completou.

    Victor Prado reforçou que o roadmap é um “segundo passo” para a adesão do Brasil à OCDE: “A partir daqui inicia o processo de negociação, que pode durar alguns anos e que pode terminar com convite para aderir, depende da negociação e vontade do Brasil de participar”.

    *Com produção de Isabel Campos