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    Campos Neto sinaliza aumento da meta de inflação para 3,5% em 2023, dizem fontes do governo

    Segundo apurou a reportagem, o objetivo é esvaziar a pressão da ala desenvolvimentista do PT e evitar um aumento ainda maior da meta de inflação para 4% em junho

    Raquel LandimCaio Junqueirada CNN

    em São Paulo

    O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sinalizou a integrantes do governo federal um leve aumento na meta de inflação de 3,25% para 3,5% neste ano na próxima reunião no Conselho Monetário Nacional (CMN), que acontecerá na semana que vem, apurou a CNN.

    A informação foi antecipada no programa WW de quarta-feira (8). A assessoria de imprensa do Banco Central informou que não iria se manifestar sobre o assunto.

    Segundo apurou a reportagem, o objetivo é esvaziar a pressão da ala desenvolvimentista do PT e evitar um aumento ainda maior da meta de inflação para 4% em junho.

    O CMN é formado por Campos Neto e pelos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento). Integrantes do alto escalão do governo avaliam que, além disso, a ideia é adaptar a meta de inflação a um cenário mais real da conjuntura econômica nacional e mundial.

    Não há decisão tomada sobre o assunto e ainda não se sabe se a revisão da meta de inflação vai ser incluída na pauta da reunião da semana que vem.

    Uma ala do governo prefere deixar o assunto cair no esquecimento se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cessar os ataques ao BC. O receio é desancorar ainda mais as expectativas de inflação e provocar um aumento da taxa de juros de longo prazo.