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    Carrefour Brasil inicia negociações para venda de centros de distribuição e lojas

    Despesas com aluguel dos imóveis somarão cerca de R$ 10 milhões por mês, com taxa de capitalização de 9,1%, segundo Carrefour

    Por Andre Romani, da Reuters

    O Carrefour Brasil iniciou negociações exclusivas com a gestora Barzel Properties para venda de cinco centros de distribuição e cinco lojas por cerca de R$ 1,3 bilhão, conforme fato relevante na noite de quinta-feira (11).

    A Barzel é uma joint venture formada pelo fundo soberano de Cingapura (GIC) e investidores locais liderados pelo ex-executivo da Cyrela Nessim Sarfati.

    O Carrefour Brasil disse que “considerando as oportunidades observadas no setor imobiliário, o grupo decidiu rentabilizar ativos com perfil voltado para distribuição e logística”.

    Nesta sexta-feira, por volta de 13h25, as ações da empresa subiam 1,63%, a R$ 9,97, enquanto o Ibovespa tinha variação positiva de 0,12%.

    O negócio acontece alguns dias depois que o presidente-executivo da companhia, Stéphane Maquaire, afirmou que a onda de abertura de lojas pelo segmento de atacarejo nos últimos meses deveria impactar a performance da empresa até o final do ano.

    Na ocasião, o executivo comentou ainda que o projeto de criação de uma plataforma imobiliária segue em estudos.

    Os ativos que fazem parte do anúncio da quinta-feira serão arrendados de volta ao Carrefour Brasil por 20 anos, renováveis por períodos adicionais de cinco anos, disse a varejista.

    O Carrefour Brasil afirmou que as despesas com o aluguel desses imóveis somarão cerca de R$ 10 milhões por mês, com taxa de capitalização (“cap rate”) de 9,1%. A operação é de R$ 1,1 bilhão sem contar impostos sobre ganho de capital e outras taxas.

    Os centros de distribuição envolvidos estão localizados em Jacareí (SP), Osasco (SP), Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Jaboatão dos Guararapes (PE).

    Já as lojas, todas da bandeira Atacadão, estão localizadas em Jacareí, Guarulhos, Jandira e Santo André, no Estado de São Paulo, e uma em Pinhais, no Paraná.

    “Vemos a entrada de caixa esperada como um ponto estratégico positivo, especialmente considerando o ambiente de alta taxa de juros no Brasil”, escreveram analistas do Goldman Sachs liderados por Irma Sgarz, em relatório.

    Eles calculam, com base nos números divulgados pela empresa referentes ao primeiro trimestre, que as vendas, se concluídas, podem reduzir a alavancagem do Carrefour Brasil de 3,2 vezes a relação dívida líquida sobre o Ebitda para 3 vezes.

    O Carrefour Brasil afirmou que “a operação de ‘sale and leaseback’ (venda e arrendamento) está em linha com a estratégia do grupo de maximizar a eficiência operacional e financeira baseada na revisão contínua de seus ativos imobiliários”.

    O Carrefour Brasil, dono de marcas como Atacadão e que recentemente comprou o BIG, anunciou no final do ano passado que planejava colocar seus ativos imobiliários em uma unidade separada, que teria uma fatia minoritária vendida.

    O fechamento da venda dos centros de distribuição e das lojas está sujeito à aprovação da autoridade antitruste, negociação dos contratos definitivos e cumprimento de outras condições precedentes, segundo o Carrefour Brasil.