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    Certamente vai ter perto de R$ 10 bi para o Minha Casa, Minha Vida, diz Alckmin

    Investimento, segundo vice-presidente eleito e coordenador da equipe de transição, se justifica porque a construção civil gera emprego rápido e proporciona moradia

    Alckmin lembrou que esse valor ainda será estabelecido pela Lei Orçamentária do próximo ano, após a aprovação da PEC
    Alckmin lembrou que esse valor ainda será estabelecido pela Lei Orçamentária do próximo ano, após a aprovação da PEC Adalberto Marques/Integração Nacional

    Sofia Aguiar e Amanda Pupo, do Estadão Conteúdo

    O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), coordenador da equipe de transição, afirmou nesta quarta-feira (7), que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Estouro deve abrir espaço para o orçamento do próximo ano direcionar cerca de R$ 10 bilhões para o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), hoje denominado Casa Verde e Amarela. O investimento, segundo Alckmin, se justifica porque a construção civil gera emprego rápido e proporciona moradia.

    Alckmin lembrou que esse valor ainda será estabelecido pela Lei Orçamentária do próximo ano, após a aprovação da PEC. O projeto da LOA é relatado pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI), a quem caberá definir no parecer essa destinação.

    De acordo com o vice-presidente eleito, contudo, o montante para o MCMV já está em fase de negociação com o Congresso. Ainda segundo Alckmin, quando a PEC do Estouro estipulava um impacto fiscal maior, de R$ 198 bilhões, havia expectativa de o programa habitacional receber R$ 15 bilhões. Com o novo número – de R$ 168 bilhões -, no entanto, a estimativa precisou ser reduzida.

    Alckmin fez ainda uma nova defesa da PEC do Estouro, enquanto não se rediscute qual deve ser a ancoragem fiscal do País. “A ancoragem fiscal deve levar em consideração a evolução da dívida, o primário e gastos do governo”, repetiu.

    Ao defender o patamar dos valores da PEC, Alckmin defende não ser possível “paralisar” o Estado. “É preciso escolher onde eu vou cortar e você fazê-lo com mais cautela, principalmente fazer a economia crescer, essa é a questão central”, destacou.

    “Você não faz em 15 dias. É um debate que deve ser feito com a sociedade. Então, o que a PEC faz? Ela diz: Olha, vou dar um extrateto de R$ 145 bilhões e, em dois anos, vou votar um novo modelo de ancoragem fiscal”, disse, durante evento da CBIC. O orçamento destinado à moradia é destacado por Alckmin ao citar que a construção civil gera emprego no País.

    Diante disso, Alckmin endossou uma PEC limitada em até dois anos e defendeu que os R$ 145 bilhões previstos de aumento do teto correspondem ao mesmo gasto feito neste ano. O vice-presidente eleito também demonstrou otimismo com o cenário econômico brasileiro. “Pode ter otimismo (sobre crescimento) porque há muita liquidez no mundo”, disse, citando o cenário externo. “Com segurança jurídica, respeito às regras, responsabilidade, vamos atrair muito investimento”, garantiu.

    O vice-presidente eleito pontuou que a eficiência no gasto público é uma “obra interminável” e “sempre pode estar melhorando”. “Linha geral: rever todos os contratos, ver quando pode reduzir de gastos; governo digital, quanto você pode reduzir, e a outra é fazer a economia crescer”, disse. “Crescer é investimento. Precisa ter um pouco do público para empurrar, e muito do privado.” Por fim, Alckmin destacou que o combate às mudanças climáticas é oportunidade para o Brasil.