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    Cesta básica consome mais de 70% do salário mínimo no Rio e em São Paulo

    Nas duas maiores capitais do Brasil, trabalhadores gastam pelo menos R$ 800,00 para comprar itens básicos de alimentação

    Das oito cidades pesquisadas, Belo Horizonte é a mais barata do ranking
    Das oito cidades pesquisadas, Belo Horizonte é a mais barata do ranking AE

    Rayane Rochada CNN

    Rio de Janeiro

    A cesta básica brasileira consome 74% do salário mínimo dos trabalhadores no Rio de Janeiro e em São Paulo.

    Nas duas maiores capitais do país, os 18 itens que compõem a lista de itens primordiais saíam, respectivamente, a R$ 813,93 e R$ 902,03 em julho, de acordo com a plataforma Cesta de Consumo Horus & FGV Ibre.

    O salário mínimo no Brasil atualmente é de R$ 1.212,00.

    Das oito cidades pesquisadas, Belo Horizonte é a mais barata do ranking. Atualmente, os mineiros comprometem 54% do salário mínimo para as compras de produtos essenciais.

    Ao todo, é preciso desembolsar R$ 655,21 nos supermercados belo-horizontinos.

    Entre Rio e BH, a diferença para custear artigos primários de consumo ultrapassava os R$ 240,00 no mês passado.

    O professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP/FGV), Alberto Ajzental, explica que os artigos que compõem a cesta básica são commodities.

    Sendo assim, têm margens de lucro baixas e fazem parte de um mercado competitivo.

    Apesar disso, o economista chama atenção para os motivos que levam os consumidores de cada estado a se depararem com valores distintos nas gôndolas.

    “Você vê que o preço da cesta entre todas as oito capitais é diferente e há três razões que explicam essa diferença. A primeira delas está no poder aquisitivo e no custo de vida de cada lugar. Cidades com populações mais ricas, como Rio de Janeiro e São Paulo, conseguem lidar melhor com aumentos de preços maiores por parte dos negócios”, ressalta o economista.

    Ajzental destaca também questões logísticas no transporte dos alimentos durante as etapas da atividade agrícola.

    “Em lugares maiores, o local de produção fica mais distante do consumo, do consumidor. O custo do transporte, portanto, acaba pesando mais no custo final do produto”, acrescenta.

    Por fim, o professor chama a atenção para os custos de manutenção da etapa final da cadeia produtiva. “Nas capitais maiores, alugueis, IPTU e mão de obra, por exemplo, também custam mais caro. Esse canal de distribuição até o consumidor, como ter uma loja ou um local para vender, também é superior”, conclui.

    Confira os produtos que compõem a cesta básica

    • Açúcar (cristal ou refinado)
    •  Arroz branco
    • Café em pó
    • Corte de carne bovina (coxão mole)
    • Corte de carne de frango (filé de peito)
    • Corte de carne suína (carré ou lombo)
    • Cuscuz/floco de milho ou fubá
    • Farinha de mandioca
    • Feijão (carioca ou preto)
    • Frutas (banana, laranja e maçã)
    • Legumes (batata inglesa, cebola e cenoura)
    • Leite longa vida integral
    • Macarrão
    • Manteiga
    • Margarina
    • Óleo de soja
    • Ovos brancos
    • Pão francês