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    Chefe do FMI quer que BCs continuem a elevar juros para nível “neutro”

    Levará até 2024 para que efeito positivo dos aumentos das taxas seja sentido

    Diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva
    Diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva Reuters/Michele Tanntussi

    Por Christian Kraemer, da Reuters

    A chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse nesta quarta-feira (26) que os bancos centrais devem continuar aumentando as taxas de juros para conter a inflação até que atinjam o nível “neutro”, embora na maioria dos casos não tenham chegado a esse ponto.

    Falando à Reuters em Berlim um dia antes de o Banco Central Europeu (BCE) anunciar sua decisão de política monetária, com expectativa de que aumente os juros em 75 pontos-base, a diretora-gerente do Fundo disse que levará até 2024 para que o efeito positivo das elevações das taxas pelos bancos centrais sejam sentidas.

    O BCE disse por meses que seu primeiro passo seria elevar os juros para um cenário neutro, onde não impulsiona nem restringe o crescimento, mas algumas autoridades agora defendem ações mais agressivas, dizendo que o BCE deveria ir mais longe para conter as pressões inflacionárias.

    “Neste ponto, procuramos chegar a um modo neutro e, na maioria dos lugares, ainda não chegamos lá”, disse Georgieva na entrevista.

    Os bancos centrais têm que aumentar os juros porque “quando a inflação está alta, isso prejudica o crescimento, e atinge mais duramente as partes mais pobres da população”.

    Os recentes aumentos de juros pelo BCE ocorreram em um cenário de deterioração das perspectivas econômicas e inflação que atingiu 9,9% na zona do euro em setembro, impulsionada pela disparada dos preços de alimentos e energia após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

    Questionada por quanto tempo ela espera que os bancos centrais continuem aumentando as taxas, Georgieva disse que o FMI projeta que “até 2024 chegará a um ponto em que os bancos centrais estejam vendo o impacto de suas ações”.

    “Os benefícios virão, mas não são instantâneos, isso exige um pouco de paciência da sociedade”, acrescentou.