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    Clima Econômico da América Latina cresce 11,8 pontos no 4º trimestre, diz FGV

    Desempenho do Brasil foi destaque, com um avanço de 30 pontos no período

    Cúpula das Américas
    Cúpula das Américas Getty Images

    Daniela Amorim, do Estadão Conteúdo

    O Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina subiu 11,8 pontos na passagem do terceiro trimestre para o quarto trimestre de 2022, para o patamar 66,5 pontos, permanecendo assim na zona desfavorável (abaixo de 100 pontos), apontou o levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

    “O ICE tem se mantido em nível baixo desde o terceiro trimestre de 2013, à exceção do quarto trimestre de 2017, primeiro trimestre de 2018 e terceiro trimestre de 2021. Em todos esses trimestres o indicador ficou próximo de 100, que marca o limite entre a zona favorável e a desfavorável”, apontou a FGV, em nota.

    A melhora do ICE foi puxada pelo Indicador da Situação Atual (ISA) que avançou 22,7 pontos no quarto trimestre de 2022, para 67,0 pontos. Já o Indicador de Expectativas (IE) subiu 0,6 ponto, para 66,1 pontos.

    “Os dois indicadores estão agora muito próximos e se mantêm em zona desfavorável do ciclo. Esta é também a primeira vez desde 2012 que o ISA supera (ainda que ligeiramente) o IE”, frisou a FGV.

    O desempenho do Clima Econômico no Brasil foi o destaque, com um avanço de 30,0 pontos na passagem do terceiro para o quarto trimestre, para o patamar de 84,5 pontos.

    O Indicador de Situação Atual do País subiu 49,4 pontos, para 92,3 pontos, enquanto o Indicador de Expectativas teve uma elevação de 10,2 pontos, para 76,9 pontos. A despeito da melhora, todos os indicadores permanecem na zona desfavorável.

    Cinco países melhoram a sua posição no ICE, mas apenas Paraguai (114,7 pontos) e Uruguai (108,2 pontos) estão na zona favorável. Seis países melhoraram a avaliação sobre a situação atual, mas somente o Uruguai (116,7 pontos) e a Colômbia (115,4 pontos) estão na zona favorável.

    Quatro países registraram alta nas expectativas, mas apenas o Paraguai (171,4 pontos) está na zona favorável, enquanto o Uruguai (100,0 pontos) está na zona neutra.

    Entraves no Brasil

    Os especialistas ouvidos pela pesquisa ranquearam como maiores entraves para o crescimento econômico no Brasil a falta de inovação; infraestrutura inadequada; falta de competitividade internacional; aumento na desigualdade de renda; e, falta de mão de obra qualificada.

    No entanto, as opções mais citadas, mencionadas por 46,2% dos especialistas em ambos os casos, foram a falta de confiança na política econômica e a instabilidade política.

    Em segundo lugar no ranking, ambos com 38,5% de citações, foram mencionados a infraestrutura inadequada e o aumento na desigualdade de renda.