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    CNC prevê R$ 65 bilhões em vendas de Natal, primeiro aumento real após dois anos

    Segmentos de mercados, vestuário e calçados, além de artigos de uso pessoal e domésticos, devem ser os principais beneficiados

    Pauline Almeidada CNN

    Rio de Janeiro

    As vendas de Natal devem movimentar R$ 65 bilhões no Brasil, segundo a projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Caso o resultado se concretize, será o primeiro aumento real, de 1,2% no faturamento, já descontada a inflação, após dois anos de quedas (-2,8% em 2020 e -2,1% em 2021).

    Além do varejo apostar em bons resultados por conta do fim das restrições contra a Covid-19, a melhora da situação econômica é outro ponto ressaltado. Se as famílias estão com um maior percentual da renda comprometida com dívidas e o crédito está mais caro, por outro lado, o país registra uma evolução no mercado de trabalho e a desaceleração da inflação.

    Cerca de R$ 25 bilhões do faturamento (38,6%) esperado devem ir para o segmento de hiper e supermercados. Já outros R$ 22 bilhões (33,9%) devem ser destinados às lojas de vestuário, calçados e acessórios. Além disso, o segmento de artigos de uso pessoal e doméstico deve embolsar R$ 8,19 bilhões (12,6%).

    Em relação à distribuição por estados desses recursos, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram, com R$ 22,19 bilhões, R$ 5,59 bilhões e R$ 5,56 bilhões, respectivamente. Ou seja, os três somam mais da metade (51,3%) da movimentação prevista.

    No caso de maiores projeções de venda, o ranking tem Rio Grande do Sul e o Distrito Federal à frente, com 6,8% e 6,2%.

    Apesar de ser o primeiro Natal com expectativa de crescimento real após dois anos, o faturamento ainda deve ficar abaixo do período anterior à pandemia do coronavírus, quando a movimentação foi de R$ 67,55 bilhões em 2019.

    Diante desse panorama, a CNC ajustou a previsão de vagas temporárias para o Natal. São esperadas 98,9 mil contratações, alta de 1,8% em relação ao ano anterior e 48% a mais do que em 2020. Na projeção anterior da entidade, eram 109,6 mil vagas.

    Seguindo a mesma lógica do faturamento, a maior parte das admissões deve acontecer nos hiper e supermercados, com 42,20 mil (43%), seguidos pelo segmento de vestuário, calçados e acessórios, com 22,42 mil (23%), e estabelecimentos de venda e artigos de uso pessoal e domésticos 13,72 mil (14%).

    A CNC ainda apontou que os brasileiros estão importando mais produtos de Natal, mesmo com a desvalorização recente do real frente ao dólar.

    “Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, as importações de produtos tipicamente natalinos entre setembro e novembro de 2022 (US$ 468,9 milhões) cresceram 8% em relação ao mesmo período de 2021 (US$ 436,1 milhões), alcançando o maior volume desde 2014 (US$ 487,9 milhões). Destacaram-se, em relação ao Natal passado, os valores importados de itens de perfumaria (+167%) e oleaginosas (+35%)”, aponta a pesquisa.