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    Com capitalização, potencial de investimento da Eletrobras vai a R$ 13 bi por ano

    Especialistas apontam que, atualmente, a empresa investe R$ 3 bilhões por ano, o que não é suficiente para cobrir amortização e perdas que a empresa sofre

    Subestação de transmissão de São José: redução do custo operacional pode trazer maior eficiência em seus investimentos, tanto para o setor de geração quanto de transmissão de energia, onde ela mais opera
    Subestação de transmissão de São José: redução do custo operacional pode trazer maior eficiência em seus investimentos, tanto para o setor de geração quanto de transmissão de energia, onde ela mais opera Divulgação/Eletrobras

    Do CNN Brasil Business*

    Visando melhorar sua eficiência e desempenho, uma série de medidas podem ser tomadas pela Eletrobras após sua capitalização, aprovada na quarta-feira (18) pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

    Atualmente, a empresa investe R$ 3 bilhões por ano, o que não é suficiente para cobrir a amortização e perdas que a empresa sofre. Fontes consultadas pela analista de Economia da CNN Thais Herédia no Ministério da Economia e especialistas em infraestrutura apontam que, com a desestatização da companhia, esse número pode subir a R$ 13 bilhões.

    Além disso, atualmente, cada uma das subsidiárias da Eletrobras possui sua própria diretoria e seu próprio conselho. Segundo Herédia, esse formato não existe em nenhuma holding privada do mercado, e deve ser reestruturado com a capitalização.

    Essa redução do custo operacional pode trazer maior eficiência em seus investimentos, tanto para o setor de geração quanto de transmissão de energia, onde ela mais opera.

    Por fim, existe a possibilidade de uma expansão na energia renovável, que é a essência da operação da Eletrobras, já que essa está fundamentada nas usinas hidrelétricas. Isso empurraria o Brasil à fronteira da transição para energia verde.

    Herédia afirma que essas premissas precisam acontecer por inteiro para se concretizarem, senão, não acontecerão nem no tempo, nem na intensidade necessária para melhorar o funcionamento da companhia.

    Sobre a capitalização

    Com a aprovação do TCU desta quarta, o governo espera realizar a oferta de ações da empresa até julho, sem inserir a capitalização na janela eleitoral a partir do segundo semestre.

    Contudo, esse aval não é o final da história. Foram 7 votos favoráveis e um contra, do ministro Vital do Rêgo. Os argumentos técnicos utilizados pelo ministro devem ser utilizados para uma tentativa da oposição de judicializar o projeto e atrasá-lo, chegando o mais perto possível do período de eleições, segundo Bernardo Pedretti, advogado especialista em direito público.

    Isso traria novos riscos e praticamente inviabilizaria o processo.

    FGTS

    Além da capitalização, o TCU também autorizou que os trabalhadores de qualquer setor que tenham recursos no FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) poderão utilizar até 50% do fundo para comprar ações da empresa.

    O mecanismo usado para este processo é o Fundo Mútuos de Privatização, criado em 2000, e já usado em outros casos, como na Vale e na Petrobras.

    *Com informações de João Malar Massa e Artur Nicoceli do CNN Brasil Business