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    Companhias aéreas citam que aumento das passagens é fenômeno mundial

    Apenas no mês de setembro, são registrados quatro meses seguidos de alta e valor médio atingiu maior patamar desde fevereiro de 2009

    Associação cita que o setor aéreo ainda tenta se recuperar do impacto negativo gerado pela pandemia da Covid-19
    Associação cita que o setor aéreo ainda tenta se recuperar do impacto negativo gerado pela pandemia da Covid-19 Rovena Rosa/Agência Brasil

    Fernando Nakagawada CNN

    A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) divulgou nota sobre o recente aumento do preço das passagens aéreas no Brasil. A entidade cita que a alta dos valores é um fenômeno observado em todo o mundo – e não é exclusividade do Brasil.

    “O atual cenário do preço de passagens aéreas no Brasil segue movimento semelhante ao dos demais mercados em todo o mundo. Segundo o mais recente relatório de bilhetes efetivamente comercializados, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os preços das passagens aéreas oscilam ao longo dos meses e, no acumulado de 2023 (janeiro a setembro), as tarifas aéreas no Brasil estão 8,5% mais baixas do que em 2022”, cita a entidade em nota.

    Quando o dado da Anac é observado apenas no mês de setembro, são registrados quatro meses seguidos de alta e o valor médio atingiu o maior patamar desde fevereiro de 2009. Em setembro de 2023, o valor médio pago pelos passageiros em voos domésticos atingiu R$ 747,66.

    Na nota à imprensa, a Abear lembra que as empresas praticam faixas tarifárias com diversidade de preços.

    A entidade cita que 16,4% das passagens foram vendidas abaixo de R$ 200, 54% abaixo de R$ 500 e 85% abaixo de R$ 1 mil.

    “Considerando a série histórica da Anac, fica claro que a tarifa média acompanha os efeitos externos, dado que a aviação é um setor fortemente afetado pelo câmbio do dólar, que representa 60% dos custos de uma companhia aérea, e pelo combustível que representa 40%. A tarifa média doméstica em 2023, de janeiro a setembro, teve alta de 14% em relação a 2019 (ano pré-pandemia). Já o QAV, na mesma comparação, subiu 86%”, diz a nota.

    A Associação cita que o setor aéreo ainda tenta se recuperar do impacto negativo gerado pela pandemia da Covid-19.

    “Nos Estados Unidos, por exemplo, a tarifa aérea média do segundo trimestre de 2023 segue 10% acima do mesmo período em 2019. Enquanto isso, no Brasil, o valor médio dos bilhetes não teve aumento”, cita a nota.

    “Estudo da empresa de análise de aviação Cirium revela que os preços médios dos bilhetes para centenas das rotas mais populares do mundo aumentaram 27,4% desde o início de 2022”.

    A nota finaliza com a lembrança de que o setor “segue em defesa de uma agenda ampla e consistente para enfrentamento dos custos e aumento da competitividade no Brasil”. A Abear está em diálogo com o governo federal para a adoção de medidas para o desenvolvimento do mercado de transporte aéreo.