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    Conab eleva previsão para safra 23/24 de soja para 162,4 milhões de toneladas

    Por outro lado, estimativas para safra de milho foram reduzidas

    Total estimado para a oleaginosa representa um crescimento de 5,1% frente à safra anterior
    Total estimado para a oleaginosa representa um crescimento de 5,1% frente à safra anterior REUTERS/Roberto Samora

    da Reuters

    A safra de soja do Brasil 2023/24 foi estimada nesta quinta-feira (9) em 162,4 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com aumento de 400 mil toneladas em relação ao volume previsto em outubro, apesar de preocupações climáticas.

    O total estimado para a oleaginosa representa um crescimento de 5,1% frente à safra anterior, a partir de aumento de 2,8% na área plantada, para 45,29 milhões de hectares, e maiores produtividades na comparação anual.

    O ligeiro ajuste na produção na comparação com outubro ocorreu após a Conab elevar a previsão de área plantada em pouco mais de 100 mil hectares.

    A Conab, contudo, citou problema de atraso no plantio que vem sendo relatado pelo setor e analistas privados, que já não veem uma safra com o mesmo potencial devido, principalmente, às precipitações irregulares nas regiões produtoras. Eles ponderam que é cedo para falar em quebra.

    “Em Mato Grosso, as chuvas irregulares e as altas temperaturas chegaram a interromper o plantio em diversas regiões, e em algumas áreas será necessário o replantio. Já na região sul, o excesso de precipitações atrasa a implantação da cultura, além de prejudicar o estabelecimento inicial da soja”, afirmou o relatório da estatal.

    Nas demais regiões, o plantio acompanha a ocorrência das chuvas. “Essa instabilidade climática é comum em anos de El Niño, como o atual”, pontuou.

    No caso do milho, a Conab estimou a produção total em 119,1 milhões de toneladas, contra 119,4 milhões de toneladas previstas anteriormente, marcando uma redução de 9,6% na safra em comparação com o recorde do ciclo anterior.

    O maior volume do cereal produzido no Brasil, entretanto, ocorre na segunda safra, com plantio somente no início de 2024. A Conab manteve praticamente estável a projeção da segunda safra, em 91,2 milhões de toneladas, versus 102,2 da temporada recorde do ano anterior.

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