Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Conheça Tesouro Direto Coletivo, nova funcionalidade para estimular crianças e adolescentes a investir

    Responsável pelos estudantes cria uma campanha colaborativa na plataforma e pode compartilhar com a rede de amigos e familiares

    Tesouro alerta que o planejamento mensal é extremamente importante para melhorar a capacidade de poupar e alcançar resultados futuros
    Tesouro alerta que o planejamento mensal é extremamente importante para melhorar a capacidade de poupar e alcançar resultados futuros Image by Freepik

    Cristiane Nobertoda CNN

    Brasília

    Uma nova funcionalidade do Tesouro Direto, lançada nesta quinta-feira (19), permite que familiares e amigos possam investir em títulos em nome de crianças e adolescentes com objetivo de custear estudos, sejam eles de ensino superior, especialização ou qualquer outra natureza.

    O Tesouro Direto Coletivo funciona por meio do Tesouro Educa+, título destinado à formação de renda complementar para a educação e auxiliar no planejamento de ações educacionais desses beneficiários.

    O responsável cria uma campanha colaborativa na plataforma e pode compartilhar com a rede de amigos e familiares. É possível criar um nome e uma descrição, que ficarão visíveis para os apoiadores.

    Será gerado um link para ser enviado e quem receber poderá escolher um valor de contribuição, a ser pago via Pix. É possível monitorar os apoios e conferir quanto falta para alcançar o objetivo criado.

    “Pela primeira vez na história do programa, os investidores poderão criar campanhas colaborativas que utilizarão o Tesouro Educa+ para viabilizar a concretização do sonho do curso superior ou especializações que ampliam as oportunidades no futuro de cada criança”, secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.

    O diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoas Físicas da B3, Felipe Paiva, afirma que o mercado financeiro está mirando a nova geração, que mudou a cultura de investimentos no Brasil.

    “O Tesouro Coletivo traz mais uma alternativa para que não só o pai ou mãe participem da inclusão da criança no mundo do planejamento financeiro e investimentos, mas o tio, madrinha, familiares e amigos. Datas comemorativas como o aniversário, Dia das Crianças, Natal ou mesmo a mesada da vovó podem vir junto com um ingresso para a educação financeira de milhares de jovens no Brasil e mudar a vida deles no futuro”, afirma.

    Também nesta quinta, o Tesouro lançou o Cad&Pag, que possibilita a abertura de conta em nome do menor de idade dentro do Tesouro Direto através do cadastro rápido.

    A pasta explica que a funcionalidade facilita o registro de novos investidores no programa. Ele integra os sistemas do Tesouro Direto, do Gov.br e das instituições financeiras em um processo unificado.

    Como investir

    No site do Tesouro Direto há um simulador para ajudar os pais e responsáveis a escolherem a melhor opção para o planejamento da educação do beneficiário.

    Assim, é possível ficar sabendo qual o valor mensal necessário para alcançar a meta e quantos títulos devem ser comprados para atingir a renda escolhida. Além disso, o investidor também pode escolher a data mais apropriada para o início dos pagamentos mensais.

    Ao decidir pelo investimento, o responsável abre uma conta e segue as metas estabelecidas. É importante frisar que os aportes mensais não são obrigatórios e é possível investir quanto e quando desejar.

    No entanto, o Tesouro alerta que o planejamento mensal é extremamente importante para melhorar a capacidade de poupar e alcançar resultados futuros.

    A rentabilidade do Tesouro Educa+ (inflação + taxa real) é a mesma do Tesouro IPCA+ e do Tesouro RendA+, dois dos títulos mais vendidos do Tesouro Direto. O Tesouro Educa+ representa uma iniciativa pioneira no Brasil para levar a educação financeira para dentro dos lares brasileiros.

    O valor inicial para começar a investir no Educa+ é de cerca de R$ 30, com período de valor inicial para acumulação de capital de 3 a 18 anos

    O investidor poderá escolher os títulos disponíveis para venda de acordo com o ano de vencimento. Após o vencimento, receberá fluxos mensais recorrentes por cinco anos a partir do dia 15 de janeiro do ano escolhido.

    Com isso, a poupança acumulada e adicionada à rentabilidade de longo prazo seriam pagos às famílias como uma renda fixa durante cinco anos (abrangendo o ciclo universitário).

    O dinheiro poderá ser usado para pagar mensalidades de uma faculdade privada ou para arcar com outras despesas do curso superior.

    Além disso, o valor investido será sempre devolvido em 60 prestações mensais que amortizam todo o fluxo investido no produto.

    Inicialmente, serão disponibilizados 16 títulos, com a primeira conversão em 2026 e a cada ano subsequente até 2041.

    Veja também – Jader Filho: Não podemos perder FGTS como fonte de financiamento