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    Conselho da Petrobras pode aprovar pagamento de “megadividendo” nesta quinta-feira

    Decisão atenderia os interesses do governo federal, que precisa de recursos para custear benefícios aprovados pelo Congresso

    Pedro Duranda CNN

    no Rio de Janeiro

    O Conselho de Administração da Petrobras pode aprovar na manhã desta quinta-feira (28) o pagamento de um “megadividendo” para os acionistas e, consequentemente para a União. Os dividendos são as parcelas do lucro destinadas aos acionistas.

    O governo federal, que é sócio majoritário da estatal, tem direito a uma fatia de cerca de 37% do total de dinheiro distribuído, considerando também a participação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). As informações foram confirmadas à CNN por fontes do alto escalão da estatal.

    Essas fontes garantem que a empresa está em um dos seus melhores momentos financeiros e que, justamente por isso, não teria problema em distribuir recursos para os acionistas.

    Se confirmado o ‘megadividendo’, que deve ser bilionário, a notícia virá em boa hora para o governo federal. É que o próprio secretário especial do Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago, havia pedido às estatais, no início da semana, que antecipassem o pagamento de dividendos para ajudar a pagar as contas de 2022.

    Nas contas do Ministério da Economia, a PEC dos Benefícios e a desoneração do PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol geraram uma despesa extra de R$ 58 bilhões. O dinheiro dos dividendos antecipados ajudaria a cobrir esse buraco.

    O repasse de dividendos da Petrobras foi de R$ 6,6 bilhões em 2020 e de R$72,7 bilhões em 2021, um salto de mais de dez vezes no valor. Para este ano, a previsão até agora gira em torno de R$ 86 bilhões.

    Os resultados da Petrobras no segundo trimestre de 2022 serão divulgados nesta quinta-feira (28) e comentados pela diretoria da estatal no dia seguinte, sexta-feira (29). Essa deve ser a primeira aparição pública de Caio Mario Paes de Andrade desde que assumiu a presidência da Petrobras.

    Oficialmente, a companhia diz que as “decisões sobre remuneração aos acionistas seguem as normas legais e estatutárias, assim como estão sempre alinhadas à sua política” e que “ainda não há qualquer decisão tomada sobre novos pagamentos”.