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    Consumo nos lares brasileiros sobe 0,39% em maio, diz associação

    Cesta Abrasmercado, com 35 produtos de largo consumo, teve alta de 17,2% nos últimos 12 meses

    Consumo: durante a fase mais aguda da pandemia, 70% do Auxílio Emergencial teve esse destino
    Consumo: durante a fase mais aguda da pandemia, 70% do Auxílio Emergencial teve esse destino REUTERS/Pilar Olivares

    Talita Nascimento, do Estadão Conteúdo

    O consumo nos lares brasileiros subiu 0,39% em maio deste ano em relação ao mesmo período de 2021.

    Na comparação com o mês imediatamente anterior, abril, houve queda de 3,47%, influenciada pela sazonalidade.

    Os dados, divulgados nesta quinta-feira (14), são da pesquisa Consumo nos Lares Brasileiros da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

    O vice-presidente institucional da associação, Marcio Milan, afirma que, até o momento, a projeção de crescimento de 2,8% no ano de 2022 permanece, mas pode ser revisada em junho ou julho.

    O setor acumula alta de 2,02% de janeiro a maio.

    A cesta Abrasmercado, com 35 produtos de largo consumo, teve alta de 17,2% nos últimos 12 meses. Na comparação de maio com abril deste ano, a alta de foi de 0,94%. No ano de 2022, a alta é de 9,32%.

    Auxílios

    Milan afirmou também que o setor ainda estuda os possíveis impactos nas vendas da PEC dos Benefícios aprovada da Câmara dos Deputados na quarta-feira (13).

    A estimativa é de que cerca de 50% dos recursos sejam destinados para gastos nos supermercados. Durante a fase mais aguda da pandemia, 70% do Auxílio Emergencial teve esse destino.

    Milan pontua, porém, que agora serviços como bares e restaurantes estão abertos, o que deve redirecionar o dinheiro dado à população mais vulnerável.

    A Abras manteve a projeção de crescimento de 2,8% em 2022.

    Essa expectativa, no entanto, não leva em conta o impacto positivo dos auxílios. Nos últimos cinco meses, o setor acumula alta de 2,02%.

    Questionado sobre a possibilidade da maior injeção de dinheiro na economia levar a uma alta de inflação pelo lado da demanda, Milan afirmou que não acredita nessa possibilidade.

    “Não vejo que auxílios trarão demanda excessiva ou que levarão a aumento da inflação”, disse.

    Ele citou medidas de redução de impostos nos combustíveis e outros segmentos como maneiras de equalizar os preços, bem como a responsabilidade da população em pesquisar preços e dos supermercados manterem as negociações mais intensas com a indústria.