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    Contra o relógio, ministro tenta salvar indicação de Pires para a Petrobras

    Ações da estatal caíram cerca de 1%, nesta segunda-feira com rumores de que o economista teria desistido de assumir a presidência da companhia

    Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, passou o dia no Rio de Janeiro
    Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, passou o dia no Rio de Janeiro Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Maria MazzeiPedro Duranda CNN

    no Rio de Janeiro

    O governo federal tem uma bomba relógio no colo. O escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para presidir a Petrobras pode ter problemas para ter o nome balizado pela própria estatal. Isso é o que mostra um parecer preliminar da Diretoria de Governança e Conformidade da Petrobras e que já teria sido apresentado ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

    Para tentar salvar a indicação de Adriano Pires, Bento Albuquerque passou a tarde desta segunda-feira (4) em reniões fechadas e debruçado sobre a questão. Ele despachou do Serviço Geológico do Brasil, no bairro da Urca, no Rio de Janeiro, onde tem uma espécie de gabinete improvisado.

    Nesta terça (5), integrantes da Diretoria de Governança e Conformidade da Petrobras se reúnem para analisar documentos oficiais de conformidade da companhia sobre o histórico do economista e para preparar um parecer que será enviado aos acionistas que irão deliberar no dia 13, em reunião de conselho, sobre a indicações de Pires para a presidência da estatal.

    A análise preliminar do grupo e que fora entregue a Albuquerque apontou que a história profissional e os vínculos com empresas que Pires tem seriam incompatíveis com o cargo, portanto, a tendência é que ele não teria aprovação fácil pelo conselho.

    O economista é um dos sócios do Centro Brasileiro de Infraestrutura, empresa que faz consultoria na área de óleo e gás. O filho dele, Pedro Rodrigo Pires, administra o CBIE. De acordo com a lei 13.303/2016 (Lei das Estatais) é proibido que executivos de companhias estatais tenham parentes em empreendimentos concorrentes, o que poderia trazer problemas a Pires.

    Enquanto tenta emplacar o novo presidente apesar do sinal amarelo, Bento Albuquerque tem de lidar com outra vaga, a segunda mais importante, de presidente do Conselho de Administração da estatal.

    Rodolfo Landim, engenheiro e presidente do Flamengo, que já havia aceitado a proposta do governo federal, voltou atrás e desistiu depois do time perder o campeonato carioca para o Fluminense no último sábado.

    Essas indefinições têm preço e no dia dos rumores da desistência de Adriano Pires, as ações da Petrobras caíram quase 1%. Com a assembleia geral que vai definir os novos conselheiros e o novo presidente marcada para 13 de abril e sem previsão de adiamento, quanto mais tempo demorar para encontrar os nomes, mais chances de um interino precisar ser eleito pelo conselho.

    O estatuto da Petrobras prevê que “no caso de vacância do cargo de Presidente, o Presidente do Conselho de Administração indicará o substituto dentre os demais membros da Diretoria Executiva até a eleição do novo Presidente”. Ou seja, é possível que alguém do segundo escalão seja alçado a um mandato tampão.

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