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    Contração da indústria da China perde força em maio, mostra PMI

    Alívio das restrições contra a Covid-19 ajudou a retomar atividade nos principais centros de produção

    Fábrica da Beijing Benz Automotive Co em Pequim
    Fábrica da Beijing Benz Automotive Co em Pequim 17/02/2022. REUTERS/Florence Lo/File Photo

    da Reuters

    A atividade industrial da China caiu a um ritmo mais lento em maio diante do alívio das restrições contra a Covid-19 nos principais centros de produção, mas os controles de movimento continuaram a pesar sobre a demanda e a produção, levantando preocupações sobre o crescimento econômico no segundo trimestre.

    O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial subiu de 47,4 em abril para 49,6 em maio, informou a Agência Nacional de Estatísticas nesta terça-feira (31), superando as previsões em pesquisa da Reuters de leitura de 48,6.

    A desaceleração das fábricas da China está afetando as linhas de produção em outras grandes economias asiáticas, com o Japão e a Coreia do Sul relatando quedas acentuadas na produção.

    Embora o PMI tenha atingido uma máxima de três meses, ele permaneceu abaixo da marca de 50 pontos que separa contração do crescimento pelo terceiro mês consecutivo.

    “Mostra que o impacto dos surtos da Covid-19 em maio não acabou completamente, deixando as perspectivas econômicas sombrias desde o segundo trimestre em 2020”, disse Pang Ming, economista chefe da Huaxing Securities.

    O subíndice de produção subiu de 44,4 em abril para 49,7 em maio, enquanto o subíndice de novas encomendas subiu de 42,6 para 48,2.

    “Isto mostrou que a produção e a demanda se recuperaram em graus variados, mas o impulso de recuperação precisa ser reforçado”, disse Zhao Qinghe, estatístico sênior da agência de estatísticas.