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    Custos crescentes pesam sobre AB InBev, apesar de melhora nas vendas de cerveja

    Cervejaria suspendeu o pagamento de dividendos e reportou queda no lucro trimestral

    Philip Blenkinsop,

    da Reuters

    AB Inbev
    AB Inbev: custos de produção e envio de mais embalagens, latas e garrafas descartáveis são maiores do que de barris e garrafas de vidro retornáveis usadas em bares e restaurantes
    Foto: Divulgação

    A Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo, suspendeu o pagamento de dividendo e reportou queda no lucro trimestral nesta quinta-feira (29), conforme a transição para o consumo de bebidas em casa aumentou seus custos.

    A fabricante das cervejas Budweiser, Stella Artois e Corona teve um surpreendente aumento nas vendas, mas o lucro caiu ligeiramente depois que a pandemia forçou os consumidores a deixar de beber em bares e restaurantes para comprar mais cerveja em lojas.

    Os custos da empresa de produção e envio de mais embalagens, latas e garrafas descartáveis são maiores do que de barris e garrafas de vidro retornáveis usadas em bares e restaurantes.

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    A segunda maior cervejaria do mundo, Heineken disse na quarta-feira que enfrentou um problema de custo semelhante.

    A AB InBev não divulgou uma perspectiva financeira para 2020, mas espera que o segundo semestre do ano seja melhor do que o primeiro, embora a incerteza causada pela pandemia ainda permaneça.

    Os volumes gerais de cerveja e refrigerantes aumentaram 1,9% no trimestre encerrado em setembro, após uma queda de 17% no segundo trimestre, levando a um crescimento de 4% na receita, contra expectativas de consenso de queda de 4%.

    O melhor desempenho da AB InBev foi no Brasil, o segundo maior mercado da empresa, onde as vendas de cerveja aumentaram 25% em relação ao ano anterior.

    O volumes e o lucros também cresceram em seu maior mercado, os Estados Unidos, à medida que suas cervejas premium compensaram o declínio das marcas tradicionais, aumentando sua participação nas vendas nacionais de cerveja.

    A empresa também registrou crescimento no México, Europa e China, mas sofreu quedas na Colômbia, onde as medidas de isolamento foram amenizadas apenas em agosto, e na África do Sul, onde as vendas de bebidas alcoólicas foram proibidas por um mês.

    Ainda assim, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) caiu apenas 0,8%, declínio mais brando do que a previsão média de queda de 9,3%, segundo pesquisa compilada pela empresa.

    A empresa disse que a incerteza e a volatilidade do mercado significam que não pagaria dividendos intermediários este ano, após um pagamento de 0,80 euro por ação em 2019.

    No início deste ano, também reduziu pela metade o dividendo final de 2019 para 0,50 euro.

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