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    Dados da economia brasileira têm surpreendido para cima, diz FMI

    Na terça-feira, entidade divulgou melhora na projeção para crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2023, de 0,9% para 1,2%

    Thaís Barcellos e Eduardo Laguna, do Estadão Conteúdo

    A primeira vice-diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gita Gopinath, destacou nesta quarta-feira (17) a surpresa positiva com os dados de atividade do Brasil e também de outros países como o Chile recentemente.

    Na terça-feira (16), o FMI divulgou melhora na projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2023, de 0,9% para 1,2%.

    “O que é impressionante é que toda vez que os dados saem somos surpreendidos para cima pelos dados brasileiros. no Chile, o resultado do primeiro trimestre surpreendeu. No Brasil, os dados até agora vieram mais fortes do que era esperado por nós há um tempo”, disse ela, em participação na I Conferência Anual do Banco Central do Brasil, em Brasília.

    Nesse sentido, a economista avaliou que há possibilidade de um “pouso suave” na economia global, apesar da forte restrição da política monetária. “Há a possibilidade, uma parte estreita, de ter um pouso suave, de os EUA evitarem uma recessão, por exemplo. Mas seria um período muito único em que poderíamos trazer inflação para baixo de níveis tão altos sem um efeito tão grande na atividade.”

    Durante sua palestra, Gita Gopinath avaliou que a resiliência da atividade global sugere riscos de alta para a inflação.

    “A política monetária no mundo tem de se manter apertada pelo tempo necessário com riscos para cima em inflação”, disse, após avaliar que os mecanismos de transmissão da política monetária podem ter sido alterados desde a pandemia de Covid-19.

    Ao citar a resiliência das economias ao aumento de juros, a representante do FMI julgou que os mercados estão provavelmente otimistas demais em relação ao início de relaxamento monetário neste ano nos Estados Unidos.

    A representante do FMI ainda considerou que os impactos da forte alta de juros no mundo, especialmente nos EUA, têm sido menores sobre os emergentes neste ciclo.

    Na sua avaliação, isso tem acontecido como reflexo das reformas realizadas no âmbito fiscal, financeiro e monetário, como a autonomia dos BCs, nas últimas décadas.

    Contudo, ela avaliou que é necessário que os BCs emergentes se mantenham vigilantes porque a “batalha da inflação” não acabou.

    “A coleção de reformas na política monetária, financeiras e fiscal serviram bem a emergentes até agora. Mas a batalha da inflação não acabou, e os juros ainda podem subir mais em alguns países. Podem ter reflexos futuros para emergentes. É importante que BCs emergentes se mantenham vigilantes e mantenham as melhores práticas.”

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