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    Dívida global deve chegar a US$ 310 bi até fim de 2023 e tendência é de alta, diz IIF

    Maiores aumentos são dos Estados Unidos, Japão, França e Reino Unido

    Ainda, o IIF alerta que uma mudança para governos populistas poderia desencadear níveis de dívida ainda mais elevados
    Ainda, o IIF alerta que uma mudança para governos populistas poderia desencadear níveis de dívida ainda mais elevados 17 de julho de 2022REUTERS/Dado Ruvic

    Natália Coelho, do Estadão Conteúdo

    O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) avalia que a dívida pública global segue em alta, chegando à marca de mais de US$ 9,5 bilhões de dólares durante os primeiros três trimestres de 2023, a cerca de US$ 307 bilhões (US$ 60 bilhões a mais que em 2018), com projeção de chegar a US$ 310 bilhões até o fim do ano.

    Segundo o relatório, os maiores aumentos foram observados nos Estados Unidos, Japão, França e Reino Unido.

    Nos mercados emergentes (ME), a acumulação de dívida foi mais acentuada na China, Índia, Brasil e México, com a relação com o Produto Interno Bruto (PIB) atingindo máxima histórica.

    Olhando para o futuro, a projeção da instituição é que a relação entre a dívida e o PIB global retome a sua tendência ascendente, “à medida que o dinamismo do crescimento global permanece fraco e as pressões inflacionárias continuam a diminuir”.

    Ainda, o IIF alerta que uma mudança para governos populistas poderia desencadear níveis de dívida ainda mais elevados.

    Com eleições iminentes em mais de 50 países e regiões em 2024, e tensões geopolíticas acrescidas devido à competição estratégica entre EUA e China e à trágica guerra em Gaza, a crescente polarização política aumenta desafios que podem resultar em mais empréstimos governamentais e ainda menos restrições fiscais, de acordo com a instituição.

    Segundo o documento, o cenário poderá afetar o sentimento de investidores, em ambiente de taxas de juro mais elevadas durante mais tempo, “conduzindo potencialmente a pequenos ciclos de expansão e recessão nos mercados de renda fixa”, como por exemplo a recente volatilidade no mercado de títulos do Tesouro norte-americano.

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