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    Em Davos, Guedes é questionado, mas não comenta troca na presidência da Petrobras

    Ministro participou nesta terça-feira (24) de um almoço organizado pelo Itaú Unibanco em meio ao Fórum Econômico Mundial

    Fernando Nakagawado CNN Brasil Business

    Enviado especial a Davos

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, não quis comentar a troca na presidência da Petrobras. O ministro participou nesta terça-feira (24) de um almoço organizado pelo Itaú Unibanco em meio ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

    Ao chegar ao hotel Belvedere, onde foi realizado o evento, o ministro foi questionado por jornalistas sobre a demissão de José Mauro Coelho e a indicação de Caio Paes de Andrade —então secretário de Guedes—, mas o ministro não quis comentar o tema e entrou no evento sem falar com a imprensa. O mesmo ocorreu no fim do evento.

    Horas depois, ao ser questionado se a queda nos preços das ações mostra que o mercado está equivocado, Guedes respondeu: “certamente”. Guedes negou ainda ser responsável por tratar sobre a política de preços da Petrobras.

    “O presidente indica o ministro. O ministro indica o conselho. O conselho indica o CEO e a diretoria. E o CEO e a diretoria é que falam de política de preços na Petrobras. Não sou eu. É o ministro Sachsida”, afirmou o ministro.

    Após o almoço, o economista-chefe do Itaú Unibanco, Mário Mesquita, disse que a troca de nomes na Petrobras não foi tema do almoço, e os participantes não questionaram o ministro sobre a troca.

    Mesquita disse aos jornalistas que Guedes e os demais participantes conversaram sobre as perspectivas da economia brasileira e mundial, e o risco de recessão da economia mundial que começa a ser citada em alguns cenários macroeconômicos.

    Sobre a inflação, o economista do Itaú Unibanco mencionou ainda que a redução de impostos anunciada recentemente pelo governo federal ajuda apenas temporariamente nos preços. Portanto, o impacto é limitado e temporário.

    Questionado sobre o impacto fiscal, ele reconhece que há perda da arrecadação, mas que é preciso entender o real impacto de medidas como o projeto de redução do ICMS nos combustíveis e energia.