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    Emissões domésticas no mercado de capitais sobem 49,5% em julho e somam R$ 317,9 bi em 2022

    Segudo a Anbima, apenas uma operação de follow-on, da Eletrobras, representou 38,2% do volume de emissões do último mês

    Pedro Zanattado CNN Brasil Business

    em São Paulo

    Em julho de 2022, as emissões no mercado de capitais alcançaram R$ 80,8 bilhões, um aumento de 49,5% em relação a junho deste ano. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (9) pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

    Nos primeiros sete meses deste ano, o volume captado atingiu o montante de R$ 317,9 bilhões, contra R$ 315,4 bilhões do mesmo período de 2021. Já as ofertas em andamento e em análise chegam a R$ 8,7 bilhões e R$ 14,7 bilhões, respectivamente (desconsiderando as de ações).

    Segundo a associação, apenas uma operação de follow-on, da Eletrobras, representou 38,2% do volume de emissões encerradas em julho, somando R$ 30,9 bilhões – o total inclui a distribuição primária (R$ 27,9 bilhões) e a secundária de ações (R$ 2,9 bilhões).

    Já os fundos de investimento ficaram com mais da metade desse montante (57,7%), seguidos pelos investidores estrangeiros (27,7%) e pelas pessoas físicas (10,2%). Já os investidores institucionais e intermediários e demais participantes ligados à oferta subscreveram 3,7% e 0,7%, nesta ordem.

    Tokenização

    Em julho, segundo dados da associação, o destaque do mês ficou por conta de mais uma oferta de debênture tokenizada, com originação de R$ 60 milhões pela companhia Pravaler. Em 2022, as debêntures tokenizadas já totalizam um volume financeiro de R$ 134 milhões.

    Os produtos de securitização (CRI, CRA e FIDC) responderam por 25,2% do total de operações em julho. Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) destacaram-se, uma vez que as emissões quase dobraram de junho para julho, saindo de R$ 4,9 bilhão para R$ 8,4 bilhões.

    Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) captaram R$ 7,9 bilhões e R$ 4,1 bilhões no mês, nesta ordem.

    Ainda de acordo com o boletim da Anbima, no mercado externo, não houve captações em julho. No ano, foram realizadas 12 operações, que correspondem aos volumes de US$ 5 bilhões em renda fixa e de US$ 125 milhões em renda variável.

    As emissões de bonds (produtos de renda fixa) por empresas tiveram redução significativa: de janeiro a julho de 2021 eram US$ 17,1 bilhões e, neste ano, são US$ 3,9 bilhões.

    Já as emissões de debêntures em julho, em R$ 25 bilhões, se mantiveram próximas da média de janeiro a junho, que é de R$ 22,7 bilhões. Em 2022, já foram captados R$ 158,6 bilhões com esse instrumento, o equivalente a quase metade das ofertas primárias no mercado de capitais no período (49,9%).