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    Energia elétrica tem alta acumulada de quase 25% em 2021, diz IBGE

    Item teve o maior impacto individual na prévia da inflação, de 0,19 ponto percentual

    Alta na conta de luz está ligada aos efeitos da crise hídrica
    Alta na conta de luz está ligada aos efeitos da crise hídrica Marcelo Camargo/Agência Brasil

    João Pedro Malardo CNN Brasil Business*

    em São Paulo

    O preço da energia elétrica no Brasil já acumula uma alta de 24,97% em 2021, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (26). O avanço está ligado às consequências da pior crise hídrica do país em mais de 90 anos.

    O IBGE divulgou hoje o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do Brasil. Ele teve uma alta acima do esperado em outubro, de 1,2%, com a energia elétrica sendo um dos itens com grande avanço no mês, de 3,91%.

    O preço da energia integra o chamado grupo Habitação. Ele teve o maior impacto individual na prévia da inflação, de 0,19 ponto percentual, segundo o instituto.

    Para calcular o índice, o IBGE leva em consideração as variações dos preços nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, assim como em Brasília e no município de Goiânia. Os dados foram coletados entre 15 de setembro e 13 de outubro.

    Com isso, a maior alta da energia acumulada no ano está em Curitiba, com 29,36%. Já a menor variação é em Goiânia, com 13,36%. No acumulado dos últimos 12 meses, o preço da energia subiu 30,02%.

    De acordo com o IBGE, o aumento está ligado à Bandeira Escassez Hídrica, que permaneceu em vigor no mês de outubro e na segunda quinzena de setembro. Ela foi empregada a partir de setembro como forma de compensar os gastos com termelétricas acionadas com os baixos volumes nas usinas hidrelétricas.

    A bandeira acrescenta R$ 14,20 na conta de luz para cada 100 kWh consumidos.

    Ainda considerando o grupo de Habitação, o gás de botijão subiu 3,80% em outubro, sendo o 17º mês seguido de aumento no preço. Ele já acumula alta de 31,65% no ano.

     

    *Sob supervisão de Thâmara Kaoru