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    Entenda o novo imposto na Itália que fez bancos do país perderem quase 9 bilhões de euros em valor de mercado

    Governo italiano anunciou que irá taxar em 40% a margem líquida de juros das instituições financeiras do país

    Amanda Sampaioda CNN

    São Paulo

    As ações dos principais bancos europeus fecharam em queda nesta terça-feira (8) após a Itália anunciar que irá taxar em 40% a margem líquida de juros das instituições financeiras do país.

    Os bancos do índice italiano FTSE MIB lideraram as perdas, com destaque para Bper (-10,94%), Monte dei Paschi di Siena (-10,83%), Finecobank (-9,91%), BPM (-9,09%), Intesa Sanpaolo (-8,67%), Mediolanum (-5,96%) e Unicredit (-5,94%).

    Já as instituições financeiras listadas na bolsa de Milão perderam 8,96 bilhões de euros em valor de mercado.

    Entenda o imposto

    A taxa incidirá sobre a receita extra que os bancos italianos obtêm da diferença entre as taxas de empréstimos e depósitos, e será aplicada somente sobre os resultados de 2023.

    Segundo fontes informaram à agência Reuters, o governo italiano espera arrecadar cerca de US$ 3,3 bilhões com a medida.

    O arrecadado com o imposto será usado para ajudar detentores de hipotecas e cortar impostos, segundo o vice-primeiro-ministro da Itália.

    O que é a “receita extra”

    No caso dos bancos, a receita extra é calculada sobre a margem de juros, ou seja, sobre a diferença entre receita de juros e despesa de juros.

    A receita de juros é aquela que o banco recebe pela concessão de empréstimos ou hipotecas (de acordo com as taxas do Banco Central Europeu).

    Já a despesa de juros é aquela que o próprio banco deve pagar aos clientes, por meio de contas-correntes ou contas-depósito.

    Os lucros extras são aqueles que o banco arrecada com o aumento das taxas de juros.

    Quem pagará

    A nova taxa foi anunciada após a subida das taxas de juros da Itália e do impacto provocado pelo aumento das prestações de hipotecas.

    Ela será paga por instituições financeiras, como bancos, com exceção das sociedades gestoras de fundos e as empresas de valores mobiliários.

    Alíquota

    A taxa de 40% será cobrada caso a margem de juros praticada em 2022 for pelo menos 5% maior do que a de 2021 e se a margem de 2023 superar a de 2021 em pelo menos 10%.

    O imposto deverá ser pago pela maioria dos bancos até junho de 2024.

    Arrecadação

    Segundo o governo italiano, as receitas serão utilizadas para renegociar hipotecas de imóveis de jovens de até 36 anos.

    Além disso, os recursos também poderão contribuir para a redução da carga tributária de famílias e empresas.

    Veja também: Ibovespa fecha sexto dia seguido em queda

    Publicado por Amanda Sampaio, da CNN. Com informações da Reuters.