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    Entenda os impactos da alta da Selic

    Copom anuncia no início da noite desta quarta-feira (27) qual será o reajuste da taxa básica de juros

    Thais Herédiada CNN

    Em São Paulo

    O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, deve anunciar no início da noite desta quarta-feira (27) de quanto será o reajuste da taxa Selic, a taxa básica de juros.

    Há no mercado financeiro a expectativa de que a alta de hoje deva ser de 1,5 ponto, isso significa que a taxa sairia dos atuais 6,25% para 7,75%.

    É uma subida muito forte, mas ainda assim é vista como necessária para evitar que os efeitos secundários dos choques de custos permaneçam por muito tempo na economia.

    A última vez que o Banco Central deu um choque nos juros, com uma forte subida na taxa básica, foi há muitos anos.

    Aconteceu em março de 1999, quando a taxa de juros estava em 25%, e o Brasil sofria uma maxidesvalorização em função da perda da âncora cambial do Plano Real. Naquela época, a taxa subiu para 45%.

    Em outubro de 2002, na crise conhecida como “Efeito Lula”, a taxa saiu de 18% para 21%. Em dezembro do mesmo ano, a taxa que estava em 22% foi para 25%.

    Portanto, o BC vai precisar ser consistente não só na taxa que vai escolher, mas na comunicação. Isso porque não é da instituição a responsabilidade de cuidar do desequilíbrio fiscal do país. E, se sobrar para ela, a dose do remédio será maior.

    Vale lembrar que quando os juros sobem, provocam uma restrição maior no crescimento da economia. É um momento grave que demanda decisões importantes. Não é um movimento trivial.