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    Entidades comemoram corte dos juros pelo BC; veja repercussão

    Copom reduziu Selic em 0,5 ponto, trazendo a taxa para 13,25% ao ano

    BC cortou -,50 ponto da Selic, deixando a taxa em 13,25% ao ano
    BC cortou -,50 ponto da Selic, deixando a taxa em 13,25% ao ano Foto: BRUNO ROCHA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

    Da CNN*

    São Paulo

    Após a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) do Banco Central (BC) de baixar a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, a 13,25% ao ano, entidades de vários setores se manifestaram favoráveis à decisão.

    Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), a decisão do BC foi duplamente acertada, tanto em magnitude quanto no momento da economia do país.

    “O corte se mostra correto, considerando, principalmente, as quedas nos índices de inflação e as perspectivas para os próximos anos, assim como a melhora da avaliação do Brasil em agências de classificação de risco”, disse em nota.

    Para a entidade, este era o momento ideal para o início do afrouxamento monetário.

    “Só faria sentido manter a taxa se a inflação dos serviços estivesse elevada ou se, da mesma forma, o mercado estivesse esperando por preços inflacionados nos próximos anos”, afirma.

    Já o presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Jorge Gonçalves Filho, afirmou que a redução da taxa de juros acompanha a melhora de indicadores como inflação e taxa de desemprego.

    “A redução na Selic cria um contexto favorável para que ocorra aumento da confiança do consumidor”, afirmou.

    “Juros elevados são danosos em qualquer setor da economia. Esperamos que novos cortes venham a ocorrer”, concluiu Filho, em nota.

    Para a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), a decisão do BC em reduzir os juros foi acertada.

    “Entretanto, esperamos que esse seja um movimento contínuo de redução e que a Selic possa se estabilizar em um patamar baixo de forma sustentável no longo prazo”, disse a entidade em nota.

    O presidente da Abrainc, Luiz França, definiu como “essencial” o corte na taxa básica de juros para a incorporação imobiliária e construção civil, uma vez que os financiamentos habitacionais de imóveis são os mais impactados pela Selic.

    “Os juros altos deixam mais caro o custo de capital para as empresas, já que muitas delas dependem de financiamentos para realizar seus projetos e culmina em um aumento nos custos para a população, além de ser um grande entrave para a geração de empregos e crescimento econômico”, conclui.

    A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), disse ter recebido a notícia da queda nos juros com otimismo.

    A entidade afirmou, em nota, que a redução sinaliza o início “das necessárias quedas nas taxas de juros que o mercado precisa”.

    “O consumidor necessita de queda nos juros e aprovação de crédito. Se isso acontecer, as perspectivas do mercado melhoram”, comenta Andreta Jr., presidente da Fenabrave.

    *Publicado por Gabriel Bosa