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    Falta de compreensão limita apoio as moedas digitais de bancos centrais, diz pesquisa

    CFA Institute apurou que 42% defendem lançamento de CBDCs

    Moeda de prata usada para troca por moeda digital lançada pelo banco central da Lituânia em Vilnius
    Moeda de prata usada para troca por moeda digital lançada pelo banco central da Lituânia em Vilnius REUTERS/Andrius Sytas

    Por Marc Jones, da Reuters

    Uma pesquisa realizada pelo CFA Institute – associação mundial de banqueiros, investidores e líderes do setor financeiro – revelou que o apoio à moedas digitais de bancos centrais ainda é limitado.

    Um dos principais motivos é a falta de compreensão sobre como funcionaria um dólar, euro, iene ou libra digitais.

    O levantamento constatou que apenas 42% dos mais de 4.150 entrevistados acreditavam que as moedas digitais de bancos centrais, ou CBDCs, deveriam ser lançadas.

    Vários países, incluindo Bahamas e Nigéria, já lançaram CBDCs, e cerca de 130 outros, representando 98% da economia global, estão estudando se devem fazer o mesmo.

    Para efeito de comparação, apenas 37% dos entrevistados de mercados desenvolvidos disseram que eram a favor de um CBDC, contra 61% dos mercados emergentes.

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    “Mesmo para um grupo sofisticado e alfabetizado financeiramente como nossos membros, há muito pouco entendimento sobre o que são os CBDCs”, disse Olivier Fines, do CFA Institute.

    Também havia “um sentimento geral de ceticismo” sobre seus possíveis benefícios, especialmente em economias desenvolvidas, onde as pessoas já podem pagar por produtos instantaneamente online ou usando telefones celulares, disse Fines.

    Apenas 31% dos entrevistados norte-americanos apoiaram a criação de um dólar digital, seguidos por 38% no Canadá, 45% na União Europeia e 46% no Reino Unido.

    Na China, por outro lado, onde o Banco do Povo da China está atualmente executando o maior projeto piloto de CBDC do mundo, a taxa de apoio foi de 70%, enquanto na Índia, que espera lançar uma e-rupia no próximo ano, foi de 66%.

    “Há uma divisão clara e muito significativa”, disse Fines, atribuindo-a a uma provável “percepção nas economias em desenvolvimento de que um CBDC poderia preencher uma lacuna que pode não existir no mundo desenvolvido”.

    De longe, a maior preocupação absoluta sobre CBDCs globalmente era o risco de hacking cibernético, com 69%. A privacidade dos dados também foi uma grande preocupação para 64% dos entrevistados nos mercados desenvolvidos e 57% nas economias em desenvolvimento.

    No geral, porém, as principais questões eram quais benefícios os CBDCs trariam em comparação com os sistemas de pagamento existentes. “Não acho que o argumento foi resolvido sobre se isso é absolutamente necessário”, disse Fines.