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    Faturamento, emprego e salários da indústria têm maior valor de 2022 em junho, diz CNI

    Para associação, dados indicam "um ambiente econômico mais favorável" para a indústria de transformação

    Faturamento e o emprego na indústria tiveram o segundo aumento mensal consecutivo
    Faturamento e o emprego na indústria tiveram o segundo aumento mensal consecutivo Jianan Yu/Reuters

    João Pedro Malardo CNN Brasil Business

    em São Paulo

    A indústria de transformação brasileira atingiu os maiores níveis de faturamento, emprego, massa salarial e rendimento médio de 2022 no mês de junho, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (3) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    Segundo a associação, os resultados indicam um “ambiente econômico mais favorável à indústria”.

    Na comparação com maio, o faturamento do setor subiu 0,9%, enquanto o emprego avançou 0,4%, a massa salarial, 2,4%, e o rendimento médio, 1,9%.

    O faturamento e o emprego no setor tiveram o segundo aumento mensal consecutivo.

    Já as horas trabalhadas tiveram estabilidade ante maio, mantendo-se no mesmo patamar do início de 2022 e acima do de 2021.

    Ainda na comparação com junho de 2021, o faturamento foi 0,1% menor, o emprego cresceu 2%, a massa salarial, 2,5% e o rendimento médio, 0,5%.

    Comparando o primeiro semestre de 2022 com o mesmo período em 2021, o faturamento caiu 3,7%, e o rendimento, 0,7%. Já as horas trabalhadas subiram 2,6%, o emprego avançou 2,4% e a massa salarial cresceu 1,7%.

    A CNI afirma que a recuperação do emprego e rendimentos ocorre porque “parte da indústria de transformação vem conseguindo contornar ou minimizar suas dificuldades com relação ao fornecimento de insumos e matérias-primas”.

    A utilização de capacidade instalada do setor teve queda de 0,3 ponto percentual em relação a maio, caindo de 80,7 para 80,4. Na comparação com junho de 2021, a queda foi de 1,5 p.p.

    A associação destaca que, mesmo com o recuo, o indicador segue em “patamar elevado”, sem variações significativas no ano.

    Para a associação, “a indústria de transformação ainda conta com fortes gargalos impostos à expansão da produção, mas na medida em que a atividade econômica se recompõe, ela também permite que a indústria colha avanços graduais”.