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    FGV aponta crescimento de 4,7% do PIB brasileiro em 2021

    "Monitor do PIB" mostra resultado positivo para os três principais grupos de atividade econômica, liderado por serviços

    Os serviços foram beneficiados pela baixa base de comparação oferecida por 2020, primeiro ano da pandemia, e pelo avanço da campanha de vacinação contra a Covid-19, com impacto direto no consumo das famílias.
    Os serviços foram beneficiados pela baixa base de comparação oferecida por 2020, primeiro ano da pandemia, e pelo avanço da campanha de vacinação contra a Covid-19, com impacto direto no consumo das famílias. Foto: Bruno Domingos/Reuters (15.out.2010)

    Stéfano Sallesda CNN

    Rio de Janeiro

    Divulgado nesta terça-feira (15) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Monitor do PIB apontou que o Brasil apresentou crescimento de 4,7% em 2021.

    Houve expansão nos três principais setores de atividade econômica, liderado pelo setor de serviços (4,7%), seguido pela indústria (4,4%) e pela agropecuária (0,6%).

    Os serviços foram beneficiados pela baixa base de comparação oferecida por 2020, primeiro ano da pandemia, e pelo avanço da campanha de vacinação contra a Covid-19, com impacto direto no consumo das famílias.

     

    Em relação ao terceiro trimestre, o PIB, que é a soma de tudo o que é produzido na economia, cresceu 0,7%. Na comparação ao quarto trimestre de 2020, o crescimento foi de 1,9%.

    No âmbito da oferta, os principais destaques foram construção, transportes e serviços de informação. Já em relação à demanda, destaque para o segmento de máquinas e equipamentos, mas outros dois componentes da Formação Bruta de Capital Fixo apresentaram bons resultados, casos de construção e a categoria outros.

    Cláudio Considera, coordenador da pesquisa da FGV, destaca a mudança de cenário em 2021 em relação ao ano anterior. “A economia brasileira conseguiu compensar a queda ocorrida em 2020, graças principalmente ao setor de serviços, com crescimento em todos os componentes, tanto de oferta quanto de demanda.”

    “Se nos serviços os destaques foram construção, transporte e serviço de informação, na indústria, ficou por conta dos componentes de construção e transformação”, explica o economista.

    Os números indicam ainda uma reversão de tendência em relação a 2020, quando o PIB brasileiro caiu 4,1% , com retração de 4,5% nos serviços e 3,5% na indústria. Na ocasião, apenas a agropecuária avançou (2%), segundo os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

    O Monitor do PIB mostra ainda que, apesar do crescimento de 2021, o PIB brasileiro ficou abaixo do registrado em 2013. Com relação ao PIB per capita, que é o valor dividido por habitante, ficou em R$ 40.712,42.

    O dado é inferior ao de 2019, quando estava na faixa dos R$ 41 mil, e menor até mesmo que o de R$ 2010, quando correspondia a cerca de R$ 42,3 mil.

     

    O resultado oficial do PIB em 2021 está previsto para ser divulgado pelo IBGE em 4 de março. Na última quinta-feira  (11), o Banco Central divulgou o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado também uma prévia do PIB, que apontou expansão de 4,5% da economia brasileira em 2021.