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    Fluxo estrangeiro na B3 em junho vai a R$ 10 bilhões, quase a metade de todo o ano

    Comportamento da movimentação no mês passado foi influenciado por boas notícias no cenário doméstico

    Motivos que levaram a alta foram a continuidade da pauta de reformas e uma expectativa de queda nos juros
    Motivos que levaram a alta foram a continuidade da pauta de reformas e uma expectativa de queda nos juros novembro, os investidores estrangeiros voltaram à bolsa

    Diego Mendesda CNN

    São Paulo

    O fluxo de investimento de estrangeiros na B3 em junho fechou em R$ 10,14 bilhões, correspondendo a mais de 50% do fluxo total do ano, que já passa de mais de R$ 17 bilhões.

    É o que mostra um levantamento da Quantzed, casa de análise e empresa de tecnologia e educação financeira, obtido em primeira mão pela CNN

    Segundo Ricardo Jorge, sócio da instituição e responsável pelo levantamento, o comportamento do fluxo no mês de junho foi influenciado por boas notícias no cenário doméstico, como o avanço de reformas e sinalizações positivas na política monetária. 

    “Esse movimento de compra aconteceu por conta dessas expectativas, que eram positivas e, no final do mês, acabaram sendo confirmadas”, afirma.

    O Ibovespa — referência do mercado brasileiro — encerrou o mês passado com alta de 9%, o melhor desempenho mensal desde dezembro de 2020, quando fechou com avanço de 9,3%.

    “Vemos que, de fato, a participação do investidor estrangeiro foi muito pautada nesses temas que influenciaram na performance do Ibovespa em junho”, explica Jorge.

    Fluxo estrangeiro em 2023

    • Junho: R$ 10,14bi
    • Ano: R$ 17,02bi
    • Ano + IPO: R$ 19,7bi

    Confira a variação do fluxo estrangeiro em 2022 e no primeiro semestre de 2023

    Made with Flourish

    Alguns dos motivos que levaram a esse movimento, segundo o especialista, foi a continuidade da pauta de reformas, com destaque para a aprovação do novo marco fiscal pelo Senado no fim do mês.

    O cenário positivo foi reforçado pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), indicando que a maioria do colegiado vê espaço para o corte dos juros a partir de agosto.

    Além disso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) confirmou as expectativas dos investidores em manter o alvo da inflação em 3% para 2026 — com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — e aprovar a adoção da meta contínua perseguida BC a partir de 2025.

    Tendências para o futuro

    Jorge destaca que o mês de julho já começou com um bom fluxo estrangeiro. Segundo ele, há uma expectativa positiva ainda em torno de todas as pautas que estão em tramitação no Congresso.

    “Até o final do ano ainda tem a votação do novo marco fiscal, reforma tributária, e o próprio Carf, que já está engatilhado.”

    De maneira geral, o pesquisador acredita que a aprovação destes temas — importantes para o governo, que precisa de recursos para financiar um projeto fiscal  — são vistos com bons olhos pelo mercado.

    “Para esse curto prazo, há sim uma expectativa de que haja uma continuidade desse movimento para a bolsa e a tendência é se intensificar, caso o Banco Central comece o início de cortes em agosto e os indicadores de atividades demostrarem uma melhor dinâmica”, diz.

    “Isso dá mais confiança ao investidor fazer alocações, principalmente em renda variável.”

    Outro ponto citado pelo pesquisador, e acaba gerando um otimismo no mercado, são os programas que o governo federal tem feito para poder liberar crédito aos brasileiros.

    “Há várias medidas que o governo pretende implementar para viabilizar o crédito às pessoas, aumentando o consumo. Caso essas medidas seja bem sucedidas, trará ainda mais confiança para o investidor assumir um pouco de risco via renda variável.”