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    FMI avalia que reformas podem trazer impulso econômico em conjunto com descarbonização

    Em economias com obstáculos estruturais significativos, estas chamadas reformas de primeira geração podem impulsionar níveis de produção em até 4% em dois anos e em até 8% em quatro anos, diz o FMI

    FMI destaca ainda a importância de mudanças em limites ao comércio, como controles cambiais, e de acesso a bens estrangeiros
    FMI destaca ainda a importância de mudanças em limites ao comércio, como controles cambiais, e de acesso a bens estrangeiros 12/10/2018 REUTERS/Johannes P. Christo

    Patricia Lara, especial para a AE, do Estadão Conteúdo

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) avalia que reformas focadas na melhora da governança e na regulamentação, além de iniciativas para reduzir as restrições comerciais e facilitar o acesso ao capital estrangeiro, são ferramentas importantes que podem permitir que países em desenvolvimento tenham impulso econômico ao mesmo tempo em que buscam uma transição energética para uma matriz mais verde.

    Em economias com obstáculos estruturais significativos, estas chamadas reformas de primeira geração podem impulsionar níveis de produção em até 4% em dois anos e em até 8% em quatro anos, diz o FMI, em nota publicada em seu blog nesta segunda-feira.

    As reformas, desde que sejam devidamente priorizadas e sequenciadas, são fundamentais para facilitar a descarbonização das economias, diz o FMI.

    Em relação à melhora da governança, o FMI lista medidas para reduzir a ineficiência do governo, a instabilidade política e a corrupção.

    O fundo também cita que a redução da regulamentação excessiva para tornar mais fácil para as pessoas abrirem e administrarem uma empresa é outra área com espaço substancial para melhorias, especialmente em países de baixa renda.

    O FMI destaca ainda a importância de mudanças em limites ao comércio, como controles cambiais, e de acesso a bens estrangeiros, já que isso ainda prevalece em muitos países. Além disso, as restrições nos mercados de crédito e os mercados de trabalho contribuem para estes obstáculos estruturais.

    As reformas, desde que sejam devidamente priorizadas e sequenciadas, são fundamentais para facilitar a descarbonização das economias, diz o FMI.

    O Fundo observa que os mercados emergentes e economias em desenvolvimento enfrentam ameaças ao crescimento econômico e espaço político limitado devido à inflação elevada, ao aumento da dívida e a pressões no balança de pagamentos.

    O crescimento mais lento e a capacidade limitada de apoiar a população vulnerável colocam alguns destes países expostos a riscos importantes de instabilidade social.

    Veja também: FMI eleva para 2,1% estimativa de crescimento da economia brasileira em 2023