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    Fraldas apresentam alta superior à inflação nacional em duas capitais, diz IBGE

    Custos das commodities e espalhamento das variações de preços pela economia estão entre as explicações para o fenômeno

    São Paulo é a cidade com a segunda maior variação
    São Paulo é a cidade com a segunda maior variação Rodnae Productions/ Pexels

    Da CNN

    no Rio de Janeiro

    Quem tem filho pequeno já percebeu que a inflação observada nas farmácias não se restringe aos medicamentos.

    No acumulado dos últimos 12 meses, as fraldas descartáveis apresentam alta de 9,57%, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de variação de preços, monitorado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Entre as 10 regiões metropolitanas analisadas, a maior variação foi identificada em Belo Horizonte. Na região da capital mineira, no acumulado dos últimos 12 meses, a alta é de 14,66%. O índice local está acima da inflação nacional do período, de 11,89%.

    De acordo com André Braz, coordenador dos Índices de Preços da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o fenômeno tem explicações diversas.

    “Tem a ver com os custos de produção, uma vez que a inflação está espalhada por toda a economia. A alteração pode ser um conjunto de fatores como as commodities, por conta do algodão e das resinas plásticas derivadas do petróleo. Os custos de transporte e da massa salarial corrigida também podem ser levados em consideração”, afirma o economista.

    São Paulo é a cidade com a segunda maior variação: 11,95%, índice também superior ao da inflação nacional. No entanto, embora apresentem níveis semelhantes, as capitais mineira e paulista têm comportamentos diferentes ao longo de 2022.

    Nos seis primeiros meses do ano, a alta das fraldas foi de 6,8% em Belo Horizonte. Em São Paulo, a elevação foi ainda maior: 8,37%. Nos dois casos, os números são superiores ao acumulado do IPCA oficial do período, de 5,49%.

    Variações:

    Brasil (4,93% no acumulado do ano, até junho, e 9,57% nos últimos 12 meses), Belém (4,44% e 7%), Fortaleza (0,28% e 2,21%), Recife (1,53% e 8,39%), Salvador (1,09% e 9,33%), Belo Horizonte (6,8% e 14,66%), Vitória (3,87% e 5,6%), Rio de Janeiro (3,05% e 4,78%), São Paulo (8,37% e 11,95%), Curitiba (2,5% e 7,18%) e Porto Alegre (2,13% e 6,18%).

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