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    Governo tem dado elementos para Copom abrir tendência de queda de juros em agosto, diz Tebet

    Ministra também disse que se reunirá com Senado na próxima quinta-feira (15) para tratar de temas relativos ao marco fiscal

    Ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, Simone Tebet
    Ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, Simone Tebet Diogo Zacarias/Ascom/MF

    do Estadão Conteúdo

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse nesta segunda-feira (12) que as ações do governo federal no âmbito fiscal, como o novo marco que limita o crescimento das despesas públicas, estão dando elementos para que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sinalize agora uma redução da taxa Selic a partir de agosto.

    Ela afirmou que o país vive hoje um cenário de estabilidade política que também permite o corte dos juros.

    “O governo está dando elementos para o Banco Central, o Copom, mostre uma tendência de redução da taxa de juros a partir de agosto”, disse Tebet ao deixar a reunião do reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS) realizada nesta segunda na sede da Febraban, em São Paulo.

    A ministra afirmou que a diferença entre o País de um ano atrás, antes das eleições presidenciais e durante o governo de Jair Bolsonaro, e o de hoje é “gritante”. “A instabilidade política impactou a alta de juros, a Bolsa, o dólar”, disse. “Hoje, temos estabilidade política.”

    Tebet afirmou ainda que o desempenho da economia no primeiro trimestre deste ano foi “raro”, com crescimento simultâneo a um cenário de queda da inflação. Ela voltou a dizer que o desempenho do PIB entre janeiro e março permite prever um crescimento da economia brasileira na casa dos 2% neste ano.

    Reunião com o Senado

    Simone Tebet também disse nesta segunda-feira que se reunirá com o Senado na próxima quinta-feira (15) para tratar de temas relativos ao marco fiscal.

    Ela demonstrou otimismo a respeito das conversas, afirmando conhecer bem o Senado e acrescentando que a casa tem muita responsabilidade e preocupação com as contas públicas.

    “O arcabouço vem nesse sentido. É um equívoco dizer que a Câmara flexibilizou, que abriu espaço fiscal para o governo federal. Não é verdade. Ao colocar ali que a correção pelo IPCA é até o meio do ano você diminui a capacidade de gastos públicos. Ao incluir no novo teto o piso de enfermagem e o Fundo do DF e a diferença do Fundeb, praticamente engessa parte do Orçamento”, disse a ministra em rápida entrevista a jornalistas ao sair de reunião que teve com membros do Conselhão nesta segunda-feira na sede da Febraban, em São Paulo.

    De acordo com Tebet, o governo está com um valor a menor para fechar as despesas públicas no ano que vem, da ordem de R$ 32 bilhões a R$ 40 bilhões.

    “Obviamente que se o arcabouço for aprovado do jeito que está nós vamos cortar gastos no ano que vem, mas significa que o arcabouço não vem com essa frouxidão de gastos públicos como muito apresentaram. Ao contrário, está mais restritivo e nós vamos mostrar isso para o Senado”, disse a ministra.

    “Obviamente que a partir disso é uma decisão do Senado Federal. Tá bom assim? É isso mesmo que nós queremos? Isso implica que depois em fazermos cortes de gastos públicos no ano que vem”, completa.