Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Governo Trump diz que Huawei e Hikvision são apoiadas por Exército chinês

    Pentágono foi pressionado por legisladores a publicar lista de empresas, em meio às crescentes tensões entre Washington e Pequim sobre tecnologia e comércio

    Governo americano diz que Huawei e Hikvision são apoiadas por Exército da China
    Governo americano diz que Huawei e Hikvision são apoiadas por Exército da China Foto: Aly Song / Reuters

    Por Alexandra Alper e Idrees Ali, Reuters

    O governo dos Estados Unidos concluiu que grandes companhias chinesas, como a gigante de equipamentos de telecomunicações Huawei e a empresa de vigilância por vídeo Hikvision, são controladas ou detidas pelo Exército chinês, e passou a preparar novas sanções financeiras, segundo um documento visto pela Reuters nesta quarta-feira (24).

    Um oficial de defesa dos EUA, falando sob condição de anonimato, confirmou a autenticidade do documento, que foi enviado ao Congresso.

    A lista de 20 empresas que Washington alega serem apoiadas pelo Exército Popular de Libertação também inclui as operadoras de telefonia China Mobile e China Telecommunications, bem como o fabricante de aeronaves Aviation Industry da China.

    Leia também:

    Trump nega ter brincado sobre diminuir testes de Covid-19 e contradiz sua equipe

    As designações do Pentágono não desencadeiam sanções, mas a lei diz que o presidente pode declarar uma emergência nacional que permitiria penalizar empresas da lista que operem nos EUA.

    Huawei, Hikvision, China Mobile, China Telecom, Avic, Casa Branca e embaixada chinesa em Washington não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

    O Pentágono havia sido pressionado por legisladores republicanos e democratas para publicar a lista, em meio às crescentes tensões entre Washington e Pequim sobre tecnologia, comércio e política externa.

    Em setembro passado, o principal senador democrata dos EUA, Chuck Schumer, e republicano Tom Cotton escreveram carta ao secretário de Defesa, Mark Esper, levantando preocupações sobre o recrutamento de empresas chinesas por parte de Pequim para aproveitar tecnologias civis emergentes para fins militares.