Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Guerra trouxe carvão de volta, mas energia limpa ainda é foco, diz CEO da Ambipar

    Em entrevista à CNN, Cristina Andriotti pondera o espaço que a pauta de energia sustentável tem tido nos últimos meses e diz que momento é "pontual"

    Tamara Nassifdo CNN Brasil Business

    em São Paulo

    A sucessão de choques no setor de energia, provocada pela pandemia e, em sequência, pela guerra na Ucrânia, reverteu uma tendência global em curso: a de adoção de fontes energéticas renováveis, em linha com a agenda ESG (governança ambiental, social e corporativa, na sigla em inglês), e redução de outras que provocam impactos negativos no meio-ambiente, como o carvão.

    Em entrevista à CNN, a CEO da Ambipar Enviroment, Cristina Andriotti, pondera o espaço que a pauta de energia sustentável tem tido nos últimos meses.

    “O mundo continua ainda muito focado em práticas ESG e na descarbonização da economia, mas, como a Europa tem sofrido muito com a guerra na Ucrânia, algumas fontes aposentadas tiveram que ser retomadas”, disse ela à analista de economia Priscila Yazbek.

    “Isso não significa que o assunto perdeu tração, é um momento pontual.”

    À luz das sanções ao petróleo e gás russos como forma de sufocar a economia do país governado por Vladimir Putin, a Europa tem ficado cada vez mais preocupada quanto à oferta de fontes energéticas conforme o inverno no Hemisfério Norte se aproxima.

    Países da União Europeia e o Reino Unido passaram a estocar energia para minimizar os riscos de apagões, em um momento em que aquecedores elétricos e utensílios domésticos são de uso vital, e a retomar atividades de termelétricas, aposentadas em nome da sustentabilidade.

    Andriotti considera que a volta ao carvão fará, no futuro, os países europeus acelerarem o passo novamente para voltar ao patamar pré-guerra. “São dois passos para trás agora para dar mais vinte para frente depois.”

    A CEO da Ambipar Enviroment ainda comentou sobre a preocupação dos setores de óleo e gás em evitar que ocorram novos vazamentos, principalmente no modal marítimo.

    “Se os países não estiverem preparados e as empresas não forem capacitadas, acidentes de vazamento de óleo como o que ocorreu há dois anos no Nordeste podem se tornar recorrentes. É preciso conscientizar empresas e clientes da necessidade de evitar catástrofes climáticas.”

    Assista a íntegra da entrevista acima.