Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Haddad diz que Lira é “um homem responsável” e nova regra fiscal será votada

    Ministro afirmou ainda que "não há arestas a serem aparadas" com o presidente da Câmara dos Deputados

    Em conversa com jornalistas desta quinta, Haddad ainda frisou que não se "pode olhar para frente com medo"
    Em conversa com jornalistas desta quinta, Haddad ainda frisou que não se "pode olhar para frente com medo" 03/04/2023REUTERS/Ueslei Marcelino

    Cristiane NobertoElis Barretoda CNN

    Brasília

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a votação da nova regra fiscal na Câmara dos Deputados está “contratada” e que o presidente da Casa, deputado Arthur Lira (PP-AL) é “um homem responsável” e vai pautar o assunto no plenário.

    “Está tudo resolvido. Isso aí já está contratado. O presidente lira é um homem responsável, ele já disse para vocês várias vezes que vai pautar”, afirmou na saída do ministério da Fazenda nesta quinta-feira (17).

    O ministro afirmou ainda que “não há arestas a serem aparadas” com Lira.

     

     

    As declarações foram feitas após Haddad dizer em uma entrevista que a Câmara dos Deputados está com “poder muito grande” e que a Casa não deveria utilizar esse protagonismo para “humilhar o Senado Federal e o Executivo”.

    A fala gerou ruídos com Lira e adiou a votação do novo marco fiscal em uma semana. Na ocasião, o presidente da Câmara afirmou no Twiter ser “equivocado pressupor que a formação de consensos em temáticas sensíveis revela a concentração de poder na figura de quem quer que seja”.

    Nesta semana, Lira acertou com os líderes partidários a retomada de discussões sobre a proposta para a próxima segunda-feira (21). O relator do projeto, Cláudio Cajado (PP-BA), ainda disse que a votação poderá ficar para a semana que vem ou ainda na última semana do mês, data limite para o envio do Orçamento ao Congresso.

    Na conversa com jornalistas desta quinta, Haddad ainda frisou que não se “pode olhar para frente com medo”.

    “Não Podemos temer a negociação nem enfrentar abuso. Tem tema que virou tabu, não pode virar tabu. Naturalizar esse debate. O mundo inteiro faz esse debate”, disse.

    Veja também: Privilegiar despesas é injusto, diz relator do marco fiscal à CNN