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    Haddad e Marina vão a Davos em meio a cenário geopolítico complexo e após ataques em Brasília

    Ministros chegam aos Alpes suíços logo depois dos atentados que tiveram repercussão internacional; meio ambiente e fragmentação econômica serão temas de destaque

    Logo do Fórum Econômico Mundial é visto em janela em Davos, Suíça
    Logo do Fórum Econômico Mundial é visto em janela em Davos, Suíça 21/01/2020REUTERS/Denis Balibouse

    Priscila Yazbekda CNN

    Correspondente internacional de economia

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participarão do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, a partir da semana que vem, em um evento que acontece diante do cenário geopolítico mais complexo em décadas, nas palavras dos próprios organizadores.

    A delegação brasileira também chega ao evento com atores internacionais perplexos com os ataques em Brasília, que tiveram repercussão global. As atenções estarão voltadas às primeiras falas de integrantes do novo governo em um evento internacional, depois da posse de Lula e do vandalismo na capital federal.

    Em pré-coletiva realizada com jornalistas que cobrirão o evento nesta semana, o presidente do Fórum Econômico Mundial, Borge Brende, destacou a presença dos ministros brasileiros. “Apesar dos últimos acontecimentos terríveis em Brasília, teremos uma forte delegação ministerial brasileira, chefiada pelo ministro da Fazenda. Também teremos a presença de Marina Silva, de volta conosco, que já foi ministra do Meio Ambiente e volta a ser ministra, enviando fortes sinais sobre a Amazônia”, afirmou Brende.

    A secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Tatiana Rosito, e Mathias Alencastro, assessor especial para Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, também participam do evento.

    A equipe econômica confirmou que a delegação brasileira deixa o país no domingo, chega a Davos na segunda-feira (16), e na terça-feira (17) Haddad participa de uma agenda intensa de encontros bilaterais, além de um debate sobre o Brasil. Na quarta-feira (18), o ministro tem mais um dia de agenda cheia, com um encontro aberto a imprensa pela manhã e mais um debate sobre América Latina pela tarde.

    Segundo a assessoria de imprensa da Fazenda, a presença do governo brasileiro foi fortemente requisitada em Davos e diversos convites para encontros bilaterais foram recebidos. As solicitações inclusive aumentaram depois dos acontecimentos em Brasília, com representantes de organismos internacionais e organizadores do evento “chocados” com os eventos recentes e buscando mostrar solidariedade ao governo brasileiro.

    A CNN também apurou que Haddad irá ao fórum para falar sobre: o pacote de medidas econômicas divulgado nesta semana; o novo arcabouço fiscal; e sobre reforma tributária. As pautas serão abordadas em nível macro, para o governo dialogar com setor estrangeiro sobre os primeiros passos da gestão Lula.

    Já Marina Silva participa de dois debates, um na quarta-feira (18) e outro na quinta-feira (19). O primeiro será sobre mudanças climáticas e o segundo sobre Amazônia. Os organizadores do evento enfatizaram a presença da ministra e reiteraram que o tema meio ambiente será um dos grandes destaques da 53ª edição do fórum.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também estará nos Alpes suíços, acompanhado do secretário de Negócios Internacionais do governo estadual, Lucas Ferraz. Empresários e banqueiros brasileiros como Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho de administração do Bradesco, Milton Maluhy, CEO do Itaú, e Flávio Souza, presidente do Itaú BBA, também marcarão presença em Davos.

    O fórum deste ano volta a acontecer em seu período habitual, em meados de janeiro, depois de ter sido adiado de janeiro para maio em 2021, por causa da Covid-19, o que levou a uma participação menor de autoridades no ano passado. A conferência começa na segunda-feira (16) e vai até sexta-feira (20).

    Mundo em crise

    Do ponto de vista internacional, as atenções se voltam às tensões geopolíticas e às discussões sobre recessão global, ainda que o ano tenha começado com fatos que trouxeram certo alívio, como a reabertura da China e a inflação americana aparentemente próxima ao pico.

    Os organizadores afirmam que a 53ª edição do evento acontecerá no cenário geopolítico e econômico mais complexo em décadas, diante das crises que assolam as maiores economias do mundo, como China, Estados Unidos e Europa, e a guerra na Ucrânia.

    O tema principal da conferência será: “Cooperação em um mundo fragmentado”. Outro assunto fortemente presente será a preocupação com as mudanças climáticas, em meio às tempestades que inundam a Califórnia e uma das piores crises energéticas da história da Europa.

    Mais de 2.700 políticos, executivos, investidores, banqueiros e acadêmicos se reunirão em Davos, que volta a acontecer novamente no inverno, depois de quase três anos. A conferência vai contar com participação recorde de pelo menos 52 chefes de Estado, mais da metade deles da Europa, e cerca de 300 ministros de governo.

    Líderes eleitos recentemente participarão do evento pela primeira vez, incluindo o presidente Ferdinand Marcos Jr., das Filipinas, o presidente Gustavo Petro, da Colômbia e o presidente Yoon Suk Yeol, da Coreia do Sul. O chanceler alemão Olaf Scholz é o único líder dos países do G7 que vai participar.

    Importantes autoridades econômicas também estarão presentes, como a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, a diretora do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva. Entre os líderes empresariais e banqueiros, estão confirmados o CEO da BlackRock, Larry Fink, o CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, David Solomon, do Goldman Sachs, o presidente e co-CEO da Salesforce, Marc Benioff, e o presidente da Bain & Company, Orit Gadiesh.