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    Haddad faz discurso de ministro, mas não tira dúvidas do mercado sobre regime fiscal

    Cotado para Fazenda, petista não falou sobre a PEC do Estouro, que prevê retirada de quase R$ 200 milhões do teto de gastos

    Paulo Guereta/Zimel Press/Estadão Conteúdo

    Raquel Landimda CNN

    Fernando Haddad (PT) fez um discurso de futuro ministro da Fazenda nesta quinta-feira (25) no almoço da Federação dos Bancos do Brasil (Febraban).

    “Minha vida mudou muito de terça-feira para ontem, agora falo em nome do presidente Lula”, afirmou, explicando porque estava ali.

    Ele prometeu uma reforma tributária em 2023, começando pelos impostos sobre o consumo. E foi específico: a PEC 45, que unifica o ICMS. Também disse que vai revisar os gastos públicos, sem dar detalhes.

    Mas não deu uma palavra sobre o principal tema hoje: a PEC do Estouro, que prevê a retirada de quase R$ 200 milhões do teto de gastos. Haddad disse apenas que “o que não dá é para o Brasil crescer 0,5% porque as tensões sociais se agravam” e apresentou Lula como alguém que ouve a sociedade.

    Ele chegou a ironizar e chamou de PEC do Estouro ou PEC Kamikaze o pacote pré-eleitoral aprovado pelo Congresso para tentar turbinar a candidatura de Jair Bolsonaro. “Não sei como vocês do mercado chamam, mas aquilo deseducou.”

    Resultado: os preços dos ativos pioraram.

    O Ibovespa caía 2,08% e o dólar subia 1,49% para R$ 5,39. Seu discurso teve acenos positivos, mas, se o objetivo era convencer o mercado de que pode ocupar o cargo, não foi bem-sucedido.