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    Índice de incerteza da FGV cai e retoma patamar anterior a 2020

    Indicador vem de série de seis quedas consecutivas, até se acomodar em 112,9 pontos

    Stéfano Sallesda CNN

    no Rio de Janeiro

    Divulgado nesta sexta-feira (29), o Indicador de Incerteza da Economia (IEE-Br), mensurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), recuou 6,4 pontos na edição de abril e fecha o quarto mês do ano com 112,9 pontos.

    É o menor patamar desde janeiro de 2020, o que significa que a incerteza está em queda e, pela primeira vez desde a Covid-19, o indicador voltou a patamares pré-pandemia.

    No mesmo período do ano passado, o IEE-Br alcançou 210,5 pontos. Esse período que coincide com o pior momento dos reflexos econômicos da crise sanitária.

    Para chegar ao patamar atual, o indicador passou por uma sequência de seis quedas mensais consecutivas, iniciadas em setembro do ano passado, quando estava em 131,4 pontos. O ponto de neutralidade do índice é de 100 pontos.

    O IEE-Br é formado por dois componentes que apresentaram tendências opostas em abril.

    O componente de mídia acompanha a frequência de notícias com relação à incerteza nos veículos de comunicação, levando em conta os perfis de cada cobertura, enquanto o de expectativa mensura a dispersão de especialistas para as variáveis macroeconômicas.

    O componente de mídia caiu 8,3 pontos e está em 113,6. No entanto, o de expectativas subiu 3,8 pontos e fechou a edição atual em 114.

    Economista do FGV Ibre, Anna Carolina Gouveia entende que a alta com relação às expectativas está relacionada às previsões para inflação e câmbio, influenciadas por temas como a guerra na Ucrânia e a política monetária do Estados Unidos.

    “A política monetária do Banco Central de alta dos juros tem sinalizado fortemente seu objetivo em conter a inflação, porém a alta dos preços mundial, motivada pela pandemia e intensificada pela guerra na Ucrânia, pode ter influenciado na maior heterogeneidade das previsões no horizonte de 12 meses. Seguirão no radar fatores como inflação e eleições presidenciais”, explica a economista.