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    “Inflação em queda não é preço em queda”, diz economista sobre IPCA de maio

    Resultado do mês aumenta expectativas pela queda da taxa de juros, segundo o especialista

    Pedro Zanattada CNN

    em São Paulo

    Em entrevista à CNN, neste domingo (11), Antônio Correa de Lacerda, professor de economia da PUC-SP, ao comentar os resultados do IPCA de maio, afirmou que uma inflação em queda ainda não se configura em uma redução nos preços.

    “Uma inflação mais baixa e abre espaço mais intenso para uma redução dos juros. Agora, vale lembrar que inflação em queda não é, necessariamente, preço em queda. A inflação em queda significa que os preços continuam crescendo. Em alguns indicadores como o IGP e IGP-M a gente já nota uma deflação, ela sim é uma queda de preços que se reflete imediatamente nos índices. Então esse é um cenário que não se descarta proximamente”, ponderou Lacerda.

    Em maio, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) — índice oficial da inflação do país —, desacelerou para 0,23%. Em abril o IPCA marcou alta de 0,61%, desacelerando em relação ao 0,71% de março. Em maio de 2022, a variação da inflação havia sido de 0,47%.

    Nos cinco meses de 2023 a alta acumulada do IPCA é de 2,95% e de 3,94% nos últimos 12 meses. Com o resultado de maio, a inflação de 12 meses se aproxima da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

    “Nós já temos condições hoje de uma redução dos juros sem riscos de uma aceleração inflacionária, porque a diferença entre mesmo que consideremos uma inflação que possa chegar a 5,50% em relação aos 13,75% [da taxa de juros] é bastante expressiva. Temos a maior taxa de juros real do mundo e o segundo colocado, o México, tem menos da metade da nossa taxa real”, disse.

    Veja a entrevista completa no vídeo acima.

    Produzido por Carol Raciunas, da CNN, em São Paulo (Sob supervisão de Jorge Fernando Rodrigues)*