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    Inflação surpreende e Brasil não deve chegar à meta neste ano, diz economista

    À CNN Rádio, Alexandre Espírito Santo afirmou que o mundo inteiro convive com pressões inflacionárias

    Economista ainda aposta que o “PIB deste ano será afetado para pior com a política restritiva do BC para tentar colocar a inflação dentro da meta"
    Economista ainda aposta que o “PIB deste ano será afetado para pior com a política restritiva do BC para tentar colocar a inflação dentro da meta" Marcos Santos/USP Imagens

    Amanda GarciaBel Camposda CNN

    em São Paulo

    A alta da inflação, que acelerou para 1,62% em março, veio “muito acima do que se imaginava”, segundo o professor de Finanças e Macroeconomia do Ibmec do Rio de Janeiro, Alexandre Espírito Santo.

    O mercado trabalhava com alta em torno de 1,30%.

    Em entrevista à CNN Rádio, ele destacou que este é o maior patamar desde março de 1994 e que a inflação “está surpreendendo no mundo inteiro – Estados Unidos, Europa e países da OCDE“.

    Entre as causas, segundo explicou Alexandre, estão a pandemia e a “as políticas de demanda, como as políticas fiscais que entregaram dinheiro para a sociedade”.

    No entanto, o especialista opina que o Banco Central agiu como os outros, com a queda dos juros no período da pandemia e, subsequentemente, ao identificar a subida da inflação, “começou o processo de elevação de juros que está em curso e deve levar a Selic perto de 13%”.

    “Isso é ruim para a atividade econômica, freia o aquecimento da economia e inibe o consumo da família”, completou.

    O economista ainda aposta que o “PIB deste ano será afetado para pior com a política restritiva do BC para tentar colocar a inflação dentro da meta”.

    “A alta de preços nesse ano, infelizmente, não vai chegar ao objetivo de 5% e provavelmente será acima de 7%, a depender do que acontecer com o preço do petróleo.”