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    Ir na contramão da diretriz de Haddad coloca país em rota perigosa, diz Pacheco

    Após presidente Lula contrariar a meta de seu ministro da Fazenda de zerar o déficit fiscal em 2024, chefe da pasta não confirmou a mudança da meta para o próximo ano

    Presidente do Senado, Rodrigo Pahceco (PSD-MG).
    Presidente do Senado, Rodrigo Pahceco (PSD-MG). Fotos Túlio Vidal / Divulgação ABRAINC

    Caio Junqueirada CNN

    O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, divulgou no início da noite desta segunda-feira (30) uma nota de apoio ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e na qual se diz a favor do cumprimento da meta fiscal de déficit zero em 2024.

    “Devemos seguir a orientação e as diretrizes do ministro da Fazenda, a quem está confiada a importante missão de estabelecer a política econômica do Brasil”, disse Pacheco na nota.

    Na sequência, ele diz que ir na contramão disso colocaria o país em rota perigosa” e que “o Parlamento tem essa compreensão e buscará contribuir com as aprovações necessárias, com as boas iniciativas e perseguindo o cumprimento da meta estabelecida”.

    Déficit fiscal

    Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contrariar a meta de seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de zerar o déficit fiscal em 2024, o chefe da pasta não confirmou a mudança da meta para o próximo ano.

    Haddad admitiu, no entanto, que mantém a busca pelo equilíbrio fiscal, mas não respondeu se mudaria a meta. Ele ainda afirmou que há possibilidade de antecipar o envio de mais propostas para o Congresso Nacional ainda em 2023 a fim de evitar a descredibilidade da proposta feita por ele de atingir o resultado primário prometido.

    As declarações foram feitas nesta segunda-feira (30), após uma nova reunião entre Haddad e Lula, ocorrida no Palácio do Planalto.

    Esta foi a primeira manifestação pública de Haddad após Lula ter dito, na última sexta-feira (27), em café da manhã com jornalistas, que “tudo o que puder fazer para cumprir a meta fiscal”, irá fazer. Mas, que “ela não precisa ser zero”.

    “A gente não precisa disso. Eu não vou estabelecer uma meta fiscal que me obrigue a começar o ano fazendo corte de bilhões nas obras que são prioritárias para esse país”, afirmou Lula na ocasião.