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    Itaú reduz projeção para inflação de 2022 a 6% e eleva a do PIB

    Indicador oficial da inflação estava previsto para encerrar ano em 7% na projeção anterior; previsão para o Produto Interno Bruto foi de 2,2% para 2,5%

    Fabrício Juliãodo CNN Brasil Business

    em São Paulo

    O Itaú Unibanco anunciou, nesta segunda-feira (12), uma revisão nas projeções do IPCA e do PIB para 2022. A previsão do indicador oficial da inflação no país teve redução de 1 ponto percentual, passando de 7% na projeção anterior para 6%.

    “A inércia menor contribui para diminuir os riscos de alta, mas a desinflação de núcleos ainda será lenta, especialmente com a dinâmica de serviços persistente”, destacou a instituição em nota.

    Para 2023, o banco manteve a projeção de inflação a 5,3% – ainda fora do teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,75%.

    Já em relação ao PIB, a previsão para 2022 foi de 2,2% para 2,5%, devido “ao crescimento robusto do 1º semestre e ao início do tracking para o 3º trimestre”. Apesar da melhora no curto prazo, o Itaú ressalta que “os fundamentos continuam indicando desaceleração da atividade econômica”.

    Para o próximo ano, a projeção é de expansão de 0,5% (ante 0,2%), em meio à melhora no carrego estatístico.

    “A sustentabilidade fiscal continuará sendo um desafio relevante. Não se trata de uma preocupação com os números fiscais de 2022, e sim com a trajetória que parece estar contratada para o futuro. O próximo governo terá de decidir sobre a continuidade dos auxílios e cortes de impostos recém-implementados, além do arcabouço fiscal que será válido à frente, em uma economia emergente com dívida pública alta e juros elevados”, comunicou o banco.

    “Estimamos superávit primário de 1,0% do PIB em 2022 (0,3%, anteriormente), déficit de 1,5% em 2023 (ante déficit de 2,0%) e dívida bruta em 78% e 82% do PIB neste ano e no próximo, respectivamente”, concluiu.