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    Juro futuro atinge patamares abaixo de 6% ao ano pela primeira vez desde novembro

    Métrica havia rondado os 6,5% ao ano entre fevereiro e março, antes de iniciar a trajetória de queda — em período que coincide com a apresentação da nova regra fiscal

    Foto: Getty Images/Matthias Kulka

    Da CNN

    O juro real de longo prazo foi abaixo de 6% ao ano nesta semana, o que não acontecida desde novembro de 2022. Os papéis do Tesouro IPCA+ (antiga NTN-B), com vencimento em 2055, ficou em 5,97% na manhã desta sexta-feira (12).

    De acordo com dados da B3, a taxa já havia ficado abaixo dos 6% na quinta-feira (11), quando atingiu 5,99%.

    A métrica havia rondado os 6,5% entre fevereiro e março deste ano, antes de iniciar a trajetória de queda — em período que coincide com a apresentação da nova regra fiscal pelo governo federal.

    Ainda segundo dados da bolsa brasileira, a última vez em que o índice atingiu patamar abaixo dos 6% foi registrada em 9 de novembro de 2022. Naquele momento, bateu 5,90% ao ano.

    A queda dos juros real está diretamente relacionada aos juros nominais, ou seja, à Selic — atualmente em 13,75% ao ano — à inflação.

    Em abril, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou para 0,61% ante março, enquanto no acumulado de 12 meses o resultado ficou em 4,18%.

    O novo marco fiscal apresentado pelo governo federal pode ajudar nessa temática, afirma Cristina Helena de Mello, professora de economia da ESPM.

    “Menor necessidade de financiamento implica em menor venda de títulos públicos. Consequentemente, teremos um aumento do preço do título e a redução de juros. Como os diferentes agentes econômicos conhecem essa regra, as expectativas de juros se reduzem criando espaço para a redução da Selic”, explica.

    Tradicionalmente, a queda dos juros favorece o mercado de ações, já que tira a atratividade de deixar o dinheiro rendendo sem riscos no Tesouro Direto. Esse movimento, porém, deve ser sentido apenas quando os juros caírem incisivamente.

    “É necessário perceber uma redução de juros consistente e contínua para estimular novos investimentos produtivos”, diz a professora.

    “O movimento inicial é, de fato, um estímulo a aplicações em renda variável. A elevação dos preços das ações cria espaço para novas emissões de ações e financiamento para as empresas”.

    Publicado por Danilo Moliterno