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    Kremlin diz que embargo de petróleo da Rússia prejudicaria Europa, não EUA

    "Tal embargo afetaria seriamente o mercado global de petróleo, impactaria muito o equilíbrio energético no continente europeu", afirmou porta-voz do Kremlin

    Visão geral do Kremlin, sede do governo russo, em Moscou
    Visão geral do Kremlin, sede do governo russo, em Moscou Getty Images

    Da Reuters

    O Kremlin disse nesta segunda-feira (21) que a Europa seria duramente atingida no caso de um embargo ao petróleo russo, afetando o equilíbrio energético do continente, mas não os Estados Unidos.

    Alguns ministros das Relações Exteriores da União Europeia estão pressionando por um embargo ao petróleo como parte de uma possível quinta rodada de sanções contra a Rússia, em um esforço para punir Moscou pelos eventos na Ucrânia.

    “Tal embargo afetaria seriamente o mercado global de petróleo, impactaria muito o equilíbrio energético no continente europeu”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a repórteres em uma teleconferência diária.

    Diplomatas têm dito que um ataque russo de armas químicas na Ucrânia, ou um pesado bombardeio de sua capital Kiev, pode ser um gatilho para um embargo à energia. A Rússia diz que tem como alvo a infraestrutura militar, não civil.

    A própria Rússia alertou que as sanções da UE ao petróleo russo podem levá-la a fechar um gasoduto para a Europa. Por enquanto, a UE, formada por 27 países, que depende da Rússia para 40% de seu gás, com a Alemanha entre as mais dependentes das grandes economias do bloco, está dividida sobre como lidar com a questão energética.

    “Os americanos permaneceriam como estão e se sentiriam muito melhor do que os europeus (no caso de embargo de petróleo). Isso seria difícil para os europeus –tal decisão afetaria a todos”, disse Peskov.

    UE precisa impor sanções ao petróleo russo, dizem ministros a bloco dividido

    A União Europeia deve intensificar as sanções à Rússia para atingir seu lucrativo setor de energia, disseram os ministros das Relações Exteriores da Lituânia e da Irlanda nesta segunda-feira (21), no início de uma semana de intensa diplomacia com o objetivo de aprovar mais medidas contra Moscou.

    A União Europeia e seus aliados ocidentais já impuseram uma série de sanções contra a Rússia por sua invasão da Ucrânia, incluindo o congelamento dos ativos de seu banco central.

    A crise humanitária na cidade portuária sitiada de Mariupol está aumentando a pressão sobre a Europa para fazer mais.

    “Olhando para a extensão da destruição na Ucrânia agora, é muito difícil argumentar que não deveríamos entrar no setor de energia, particularmente petróleo e carvão”, disse o ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Simon Coveney, antes de uma reunião de ministros da UE.

    Mas mirar o petróleo russo, como os Estados Unidos e o Reino Unido fizeram, é uma escolha difícil e divisiva para os 27 países da UE, que dependem da Rússia para 40% de seu gás.

    Diplomatas disseram à Reuters que os países bálticos, incluindo a Lituânia, estão pressionando por um embargo como o próximo passo lógico, enquanto a Alemanha, que depende muito do gás russo, está alertando para não agir rápido demais por causa dos já altos preços da energia na Europa.

    “É inevitável que comecemos a falar sobre o setor de energia, e definitivamente podemos falar sobre petróleo porque é a maior receita do orçamento da Rússia”, disse o ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Gabrielius Landsbergis.