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    Lira negocia com governo e deputados concessão no texto do marco fiscal, dizem aliados

    Destaque em negociação prevê abertura de crédito adicional em caso de boa performance da receita; presidente da Câmara tem tentado acordo como gesto à oposição e aos partidos de centro e centro-direita

    Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira
    Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    Gabriel Hirabahasida CNN

    Brasília

    O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), negocia com o governo e com líderes partidários um acordo que pode resultar em uma concessão no texto do novo marco fiscal, segundo fontes ouvidas pela CNN.

    A negociação envolve a votação separada de um trecho que permite a abertura de crédito adicional pelo governo em caso de boa performance da receita. O destaque – termo que no jargão técnico se refere a um trecho separado para votação individual – foi apresentado pelo PL, partido de Jair Bolsonaro.

    Segundo aliados do presidente da Câmara ouvidos pela CNN sob reserva, Lira tem tentado um acordo com o governo em relação a esse destaque. Seria um gesto à oposição (o PL, autor do destaque) e aos partidos de centro e centro-direita, segundo interlocutores de Lira.

    O União Brasil, por exemplo, apoia o destaque e deve votar a favor da mudança no texto do relator do marco fiscal, Cláudio Cajado, segundo fontes do partido. Na votação do texto-base, o União Brasil deu 50 votos a favor do relatório. O PL, apesar de liderar a oposição a Lula, deu 30 votos. Caso essas duas bancadas mudem de posição, o governo teria 80 votos a menos, ainda acima do necessário para manter o texto, mas com uma margem mais reduzida.

    De acordo com os aliados de Lira, o presidente da Câmara está dialogando com interlocutores no governo e também com deputados para buscar uma solução até o início da votação dos destaques. A sessão está marcada para as 14h.

    A votação em si, porém, deve começar mais tarde. A Câmara aprovou na noite de terça-feira (23) o texto-base do marco fiscal por 372 votos a 108. As bancadas partidárias fizeram alguns destaques.

    Um deles, apresentado pelo PSOL, já foi rejeitado na noite de terça. Restam ainda outros quatro destaques apresentados pelo PL. O que tem mais chance de ser aprovado é justamente esse que trata da possibilidade de abertura de crédito em caso de aumento de receita.