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    Locadoras representam 27% dos carros vendidos em 2023, diz Anfavea

    Percentual segue acima do nível antes da pandemia

    Carros no pátio da fábrica da GM em São José dos Campos
    Carros no pátio da fábrica da GM em São José dos Campos 19/03/2020 REUTERS/Roosevelt Cassio

    Eduardo Laguna, do Estadão Conteúdo

    As locadoras ajudaram a sustentar, mais uma vez, as vendas das montadoras, representando 27% do total de carros vendidos neste ano, conforme dado levado para a apresentação de resultados da Anfavea, entidade que representa o setor.

    O porcentual segue bem acima do nível de antes da pandemia (20% em 2019), ainda que não tenha conseguido repetir os 30% do ano passado, quando o resultado foi turbinado por compras que estavam represadas pela falta de automóveis decorrente da crise de abastecimento de componentes eletrônicos.

    Segundo Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea, as maiores entregas a locadoras refletem, em parte, uma mudança de comportamento dos consumidores, que preferiram entrar em planos de assinatura, em vez de ter a propriedade do veículo.

    Conforme os números levados pela entidade para a apresentação mensal de resultados, as locadoras caminham para terminar o ano com 570 mil carros comprados. De 2019 – ou seja, antes da pandemia – para cá, a frota de carros delas teve um crescimento de 56%, já passando de 1,5 milhão de unidades.

    Apesar disso, a idade média dos carros alugados subiu nesse período de 15 para 20 meses, o que, junto com o dado de expansão da frota, mostra que as locadoras estão não só comprando mais como também vendendo menos seus automóveis usados.

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